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Ong confirma morte de líder do Estado Islâmico

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Abu Bakr al Baghdadi já foi dado como morto em outras ocasiões e a discussão sobre um possível sucessor na liderança do EI já ocorre há algum tempo

O Observatório Sírio para Direitos Humanos disse à Reuters nesta terça-feira que "confirmou a informação" de que o líder máximo do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, foi morto. Entretanto o site iraquiano Al-Sumaria cita também fontes de alta patente do Estado Islâmico no Iraque que confirmam a morte de Baghdadi mas dizem que esta ocorreu num local da província de Nínive, próximo de Mossul, contrariando a versão russa, e acrescentando que em breve será anunciado o nome do próximo líder.

Apesar das forças americanas terem anunciado em 2005 a morte de Abu Dua - um de seus codinomes -, ele reapareceu em 2010 à frente do Estado Islâmico no Iraque (ISI), braço iraquiano da Al-Qaeda. O vídeo do líder do Estado Islâmico vestido com mantos clericais negros declarando seu califado, do púlpito da Grande Mesquita de Al-Nuri, é sua última imagem pública.

Em junho, os russos investigavam se um dos ataques aéreos contra alvos do EI no sul da cidade de Raqqa havia matado Baghdadi. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse não ter nenhuma informação imediata para corroborar a morte de Baghdadi. O país ofereceu a mesma quantidade de dinheiro por informações do líder da Al Qaeda Osama bin Laden e seu sucessor Ayman al-Zawahri.

Segundo a Reuters, a confirmação sobre a morte do terrorista foi dada pelo diretor do grupo de monitoramento, Rami Abdulrahman.

Al-Bagdadi se uniu à insurreição no Iraque pouco depois da invasão das tropas dos Estados Unidos em 2003 e teria sido preso em um campo de detenção americano. Baghdadi foi solto um ano depois porque os EUA pensaram que ele era um civil e não uma ameaça militar.

Porém, Al Bagdadi já não estaria em Mossul no início de 2017, tendo sido visto, em diferentes ocasiões, em locais nas imediações da fronteira entre a Síria e Iraque.

"Sua ascensão à fama não pode ser comparada com a de outros líderes terroristas mais famosos". O grupo jihadista reivindicou e incentivou ataques em dezenas de cidades, incluindo Paris, Nice, Orlando, Manchester, Londres e Berlim, e na vizinha Turquia, Irã, Arábia Saudita e Egito.

Na altura, o líder extremista surgiu aos seus seguidores após a tomada da segunda cidade do Iraque e pediu a obediência dos muçulmanos. Um estudo recente revelou que o grupo perdeu 60% de seu território e 80% de sua receita em dois anos.

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