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Saúde

Sexo oral sem uso de camisinha ajuda a disseminar supergonorreia

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Gonorreia está cada vez mais resistente aos antibióticos alerta OMS

"As bactérias que causam a gonorreia são particularmente inteligentes".

Contudo, a gonorreia tem vindo a tornar-se cada vez mais resistente aos antibióticos comuns. A bactéria tem uma "resistência ampliada aos antibióticos mais antigos, que também são os mais baratos". Os especialistas disseram que a situação é "bastante sombria" com poucas novas drogas no horizonte. Até agora, há registo de casos sem tratamento eficaz no Japão, França e na vizinha Espanha.

A infecção pode afetar as partes genitais e até aumentar o risco de HIV, mas é o impacto da bactéria instalada na garganta, proveniente do sexo oral, que mais preocupa no que se refere à capacidade da doença em sofrer uma mutação.

"No mais longo prazo, será necessária uma vacina para prevenir a gonorreia", alerta o diretor do Departamento de Resistência aos Antimicrobianos da OMS, Marc Sprenger. Segundo a entidade, a prática do sexo oral sem o uso de preservativo está ajudando a disseminar, de forma epidêmica, uma bactéria extremamente perigosa e que já está tornando os antibióticos ineficientes para combatê-la.

"Sempre que apresentamos um novo tipo de antibiótico para tratar a doença, esta desenvolve uma nova forma de se defender", revela Teodora.

Isso porque a garganta é um local em que a bactéria consegue adquirir resistência aos medicamentos, uma vez que a dosagem de medicamentos para tratar essa região é consideravelmente menor do que quando há uma infecção em outras áreas do corpo humano.

A médica explica que mesmo nos países mais ricos, onde a vigilância funciona melhor, estão a ser encontrados casos de infeções impossíveis de tratar, devido à resistência a medicamentos.

A propagação da bactéria da gonorreia no ambiente através do sexo oral pode levar a uma supergonorreia.

Apesar de toda a educação sexual experienciada nos últimos anos, e da transposição de tabus em relação ao sexo, infelizmente ainda é alto o número de parceiros que não tomam as devidas precauções de segurança na hora do ato íntimo.

A falta de uso do preservativo ajuda à disseminação da infecção, como afirmou Dr. Wi, em conversa com a BBC.

No entanto, dos infectados, cerca de um em cada 10 homens e mais de três quartos das mulheres não possuem sintomas facilmente reconhecíveis.

Mas os sintomas podem incluir uma secreção verde ou amarela a partir dos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramentos esporádicos. A infecção pode levar à doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade, além de aumentar o risco de contrair o vírus da sida.

Mas, em última instância, a OMS disse que as vacinas seriam necessárias para parar a gonorreia. "Estamos agora num ponto em que estamos usando as drogas como último recurso, mas há sinais preocupantes de falha no tratamento devido a cepas resistentes".

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