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Saúde

Bioética: Federação Portuguesa Pela Vida contesta decisão de tribunais sobre Charlie Gard

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Family of Charlie Gard via AP					Clique para ampliar		
		A síndrome rara de Charlie Gard impede que ele se mova

Atualizado em 10/07/2017 11h34Hospital disse que solicitou a um tribunal britânico uma audiência sobre o caso de Charlie Gard à luz do anúncio de novos elementos.

O hospital londrino tinha previsto deixar de manter o bebê Charlie Gard vivo após uma decisão da Justiça contra à qual os pais se opuseram.

"Dois hospitais internacionais e os seus investigadores comunicaram-nos nas últimas 24 horas que têm novas provas sobre os tratamentos experimentais que propõem", informa o Great Ormond Street Hospital, considerando que "está certo" explorar estas provas".

Charlie tem 10 meses e sofre de uma doença genética rara e terminal.

Os magistrados voltam hoje a examinar o caso após o surgimento de novos dados sobre a possibilidade de prestar tratamento a Charlie Gard, com testemunhos de sete especialistas - alguns dos quais do Hospital Pediátrico 'Bambino Gesù', da Santa Sé. "Não é uma questão de dinheiro ou de recursos, trata-se unicamente do que é justo para Charlie", acrescentou a instituição. "Nosso ponto de vista não mudou", acrescentou. Espera-se que a audiência aconteça na segunda-feira, de acordo com a agenda da Alta Corte.

Os pais de Charlie Gard, o bebé britânico de 11 meses que nasceu com uma doença genética degenerativa e incurável e que os tribunais decidiram não prolongar o sofrimento e desligar as máquinas de suporte de vida, vivem uma nova esperança.

Segundo o tribunal, manter o bebê vivo somente prolongaria o seu sofrimento.

"Infelizmente os pais de Charlie não têm que lutar apenas contra uma terrível doença, mas também contra o Estado inglês que, através do hospital e dos tribunais, decidiu que este bebé deve morrer", sustenta a FPV.

No comunicado, o hospital de Great Ormond Street recorda que a decisão do tribunal proíbe expressamente a transferência de Charlie para procurar tratamento noutra instituição, pelo que é necessário recorrer novamente à justiça para permitir a análise das alegações dos dois hospitais internacionais embora, sublinham, a posição dos médicos britânicos se mantenha inalterada. A doença mitocondrial que o atinge deteriora os tecidos musculares. O Papa Francisco deu o seu apoio aos pais do bebê em suas tentativas de transferir o menino, enquanto o presidente Donald Trump ofereceu ajuda.

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