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Energia, transportes e alimentos influenciaram deflação do IPCA em junho

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INPC varia-0,30% em junho revela IBGE

Nos 12 meses até junho, a alta do IPCA desacelerou a 3%, sobre 3,60% em maio, chegando ao limite inferior da meta oficial de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual neste ano e em 2018. Também significa a menor taxa desde agosto de 1998 e o mais baixo nível para um mês de junho desde o início do Plano Real em 1994. Trata-se do 1º resultado mensal negativo desde os 0,21% de 2006. Na comparação com os primeiros semestres de anos anteriores, este é o resultado mais baixo da série histórica, segundo o IBGE. No acumulado em 12 meses, o IPCA foi de 3%.

Os três principais grupos de despesas das famílias apresentaram quedas nos preços em junho. De acordo com o levantamento, o resultado foi registrado, principalmente, por conta da passagem da bandeira vermelha para a verde no período, representando uma queda de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos. Em maio, o índice havia ficado em 0,31%. Itens importantes, como tomate, batata-inglesa e frutas, tiveram quedas significativas nos preços.

Foi Habitação (-0,77%), cuja participação é de 15% nos cálculos do IPCA, o grupo que apresentou a maior queda no mês, sob influência das contas de energia elétrica. Em São Paulo, que responde por quase um terço do IPCA, a deflação foi de 0,31% em junho.

Segundo Eulina Nunes, coordenadora de índices de preços do IBGE, a baixa nos preços "reflete os resultados positivos da safra e os efeitos da redução no poder aquisitivo da população, que levam o comércio a fazer ofertas e promoções".

Cabe mencionar, ainda nos Transportes (-0,52%), as tarifas dos ônibus interestaduais, que passaram a custar 1,94% menos, em contraposição às passagens aéreas, que tiveram alta de 6,89%.

No setor de alimentação, responsável por um quarto da formação do índice de inflação, houve queda de 0,5% nos preços. Na direção oposta, os aumentos foram registrados em Vestuário (0,21%), Saúde e cuidados pessoais (0,46%), Despesas Pessoais (0,33%), Educação (0,08%) e Comunicação (0,09%).

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