olemenews.com

Negócios

Governo teme que Janot apresente segunda denúncia contra Michel

Share
Roberto D'Avila entrevista o procurador-geral da República, Rodrigo Janot

"Pretendo me sair bem na minha tarefa", disse.

Após a conclusão da análise na CCJ, o relatório será enviado para votação no plenário principal da Câmara.

Entre os parlamentares peemedebistas, o número dos que se declararam contrários ao prosseguimento da denúncia é igual ao daqueles que afirmaram não ter posição formada a respeito do caso: 18.

Como o processo contra um presidente da República em exército é inédito da Câmara, Pacheco quer tomar cuidado para não adiantar etapas. "Serão os deputados federais que darão a última palavra". "Isso tenho quase absoluta certeza", destacou.

Se a data se confirmar, o plenário da Câmara poderá iniciar a discussão do processo no dia 13 e encerrar antes do recesso parlamentar, previsto para começar no dia 18, como defendem os aliados do governo. Ele já disse que com ele "não tem pressão".

A estratégia funcionou como uma espécie de "bode na sala", e o Palácio do Planalto teve que engolir a indicação de Zveiter.

Ao anunciar a escolha de um peemedebista para ser relator de um caso de interesse intrínseco do partido, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco, afirmou que Zveiter cumpre todos os requisitos necessários para ocupar o cargo.

"Eu falei que ele tem sofrido uma injustiça e que estou do lado dele". Entre 1988 e 1999, presidiu o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O nome de Marcos Rogério (DEM-RO) vem perdendo força por ser do mesmo partido do presidente da Câmara, apesar de sua boa relação com Pacheco. De qualquer forma, espero que o escolhido atue de forma independente. Hoje às 15h30 será protocolada a defesa do presidente pelo advogado Antonio Mariz.

No encontro, Maia apresentou o rito estabelecido no Regimento Interno, já que, segundo ele, "sempre há o risco de algum lado judicializar essa questão". - Temer tenta acelerar o processo - A defesa de Temer apresentou a sua defesa na segunda das 10 sessões que tinha de prazo para fazê-la, tentando acelerar um processo que desgasta a sua base aliada e compromete o avanço das medidas de ajuste reclamadas pelo mercado, em especial a reforma da previdência.

Assim como ocorre com os pedidos de impeachment, para que uma investigação criminal contra o presidente da República possa ser aberta é necessário que dois terços da Câmara, ou 342 deputados, autorizem o Supremo a avaliá-la. "Acho que a gente tem que ampliar um pouquinho isso, mas isso é uma questão que eu vou ainda discutir com os líderes da base e da oposição".

Share