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PF cumpre 8 mandatos de prisão por propina nos transportes no RJ

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Jacob Barata Filho é preso pela Operação Lava-Jato no Rio

De acordo com a Globonews, foram expedidos nove mandados de prisão pela Justiça, sendo que um deles foi cumprido na noite de domingo, quando a PF prendeu o empresário Jacob Barata Filho no aeroporto internacional do Galeão quando ele esperava para embarcar em um voo para Portugal. Investigadores à frente dos desdobramentos da Operação Lava-Jato no estado monitoravam a situação de Barata Filho e suspeitavam que ele tentaria fugir do país, já que havia comprado uma passagem apenas de ida para a Europa.

Já a Companhia Flores foi apontada pelo responsável por Luiz Carlos Bezerra, responsável por recolher propina para o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) - que teria recebido R$ 122 milhões no esquema - como um dos locais nos quais ele buscou dinheiro. O mandado foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas.

Jacob é sócio de diversas empresas de ônibus no Rio, o que trouxe a fama do nome ao empresário. Ele trabalha no ramos de transportes há mais de décadas e expandiu seus negócios por várias cidades brasileiras.

Em entrevista à Folha de S.Paulo em 2014, Barata Filho reconheceu que as empresas ajudavam políticos na eleição -o que era vedado à época, por serem concessionárias de serviços públicos.

Em Portugal, a família Barata Filho aparece ligada a empresas de transportes rodoviários como a Vimeca, que opera na região metropolitana de Lisboa, à Scotturbo e à rede de hotéis Fénix, com unidades em Lisboa e no Porto.

A defesa de Barata Filho negou que ele estivesse fugindo e informou que ele iria cuidar de negócios de rotina em Portugal. O Ministério Público Federal ficou preocupado com a integridade dos presos da Lava Jato depois que a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) não garantiu a proteção deles.

A operação também teve como base a delação premiada do doleiro Álvaro Novis. O empresário Eike Batista chegou a estar preso nesse local.

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