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Ex-ministro Manuel Pinho está a ser ouvido na PJ

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Luis Barra  Antigo ministro da Economia chegou esta manhã às instalações da PJ acompanhado do seu advogado Ricardo Sá Fernandes

À saída, o advogado Ricardo Sá Fernandes revelou aos jornalistas que Manuel Pinho "foi constituído arguido, mas surpreendentemente não lhe foram tomadas declarações nem comunicados os factos que lhe estão a ser imputados". Sá Fernandes sublinhou que Manuel Pinho "veio a Portugal de propósito" e que agora "vai para a China dar aulas".

Manuel Pinho foi ministro da Economia do Governo de José Sócrates entre 2005 e 2009.

O advogado também declarou que tinha pedido a nulidade da constituição do antigo ministro da Economia como arguido.

Apesar de ter sido constituído arguido, o antigo ministro não foi questionado pela Polícia Judiciária.

Manuel Pinho foi chamado esta segunda-feira à PJ no âmbito de um inquérito a eventuais crimes de corrupção e participação económica em negócio na área da energia. "Não é assim que se respeita os cidadãos, não é assim que se investiga", critica Sá Fernandes no canal público. A decisão foi conhecida ao final da manhã, depois de o ex-ministro da economia ter estad na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa. "Não se pode fazer este espetáculo todo das suspeitas sobre as rendas excessivas, Dr. Manuel Pinho, a Univesidade e tudo o mais" e "depois, acordada uma data para vir prestar declarações, ele está aqui, disponível para prestar declarações, interessado em saber aquilo que lhe é imputado e não lhe foram referidos os factos concretos e não lhe é feita nenhuma pergunta".

Neste processo, havia já sete arguidos, entre os quais o presidente da EDP, António Mexia, o administrador da empresa João Manso Neto, o actual administrador da REN João Conceição e o ex-assessor de Manuel Pinho e ex-presidente da REN Rui Cartaxo. O patrocínio da EDP a uma cátedra de Pinho na prestigiada Universidade de Columbia, logo após ter saído da política, é um ponto que atrai a atenção do Ministério Público.

O Ministério Público está agora a investigar se existe qualquer ligação entre este convite e as condições que a EDP conseguiu em 2007 nos CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual) e a extensão da concessão de 27 barragens, sem um concurso público. E defendeu-se dizendo ainda que o seu salário na Universidade de Columbia é "muitíssimo inferior ao de um professor efectivo a tempo inteiro".

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