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Portugal já pagou mais 1.000 milhões ao FMI

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FMI fora de futuros resgates

O Governo formalizou esta sexta-feira, 30 de Junho, o pagamento antecipado de 1.000 milhões de euros do empréstimo concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no âmbito do programa de assistência económica e financeira.

"O outlook de curto prazo de Portugal fortaleceu consideravelmente, suportado por um acelerar do investimento e pelo crescimento contínuo das exportações à medida que a recuperação na zona euro tem ganho momentum", refere o relatório, adiantando que o país tem mostrado "progresso louvável" na redução dos riscos de curto prazo.

"A recuperação no crescimento implica que a meta do défice de 1,5% do PIB é alcançável".

O Fundo justifica a previsão com "crescimento forte" do turismo, admitindo que as receitas do setor voltem a crescer em torno dos 10% no conjunto deste ano e apontando também os sinais de uma recuperação geral nas exportações (que devem crescer 7,6% este ano e 5,2% no próximo).

Em abril, o FMI só via uma retoma do PIB em redor dos 1,7% (com um défice de 1,9%) e antes disso, em fevereiro, quando fez a quinta avaliação pós-programa de ajustamento, previa uns meros 1,3% de crescimento (com um défice de 2,1%). "Crescimento mais forte, aliado ao compromisso das autoridades em controlar a despesa, deverá permitir que [a meta] do défice seja atingida confortavelmente", salienta.

O FMI vê agora o rácio da dívida pública a cair de 130,4% do PIB no final de 2016 para 125,8% no final deste ano, a tal redução "mais ambiciosa".

Além disso, o FMI afirma que "uma consolidação orçamental estrutural e duradoura continua a ser essencial para garantir a sustentabilidade das finanças públicas, numa altura em que é provável que as condições de financiamento se tornem menos positivas, à medida que os estímulos monetários comecem a ser, eventualmente, reduzidos".

No entender do FMI, a banca portuguesa continua a "enfrentar inúmeros desafios, como a fraca qualidade de ativos, fraca rentabilidade e 'almofadas' de capital limitadas". E defende que continuem a ser feitos "esforços ambiciosos" por parte da banca, que devem proceder a uma "limpeza alargada" dos seus balanços e avançar com planos credíveis para reestruturar e vender ativos. "É uma boa notícia, porque o FMI era talvez o mais crítico e o que tinha mais dúvidas sobre o crescimento da economia", sustentou.

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