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Para Planalto, presidente da CCJ usará denúncia como vitrine eleitoral

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O presidente da CCJ Rodrigo Pacheco

A expectativa era que Pacheco revelasse o nome do relator já nesta quinta-feira, 29, após a denúncia chegar formalmente à CCJ, o que aconteceu por volta das 16h30.

O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), disse que ainda levará uns dias para definir quem será o relator da denúncia na comissão.

A bancada mineira pressiona o governo pela substituição do presidente de Furnas, Ricardo Medeiros, há dois meses. Ele foi indicado pelo próprio partido para o cargo no ano passado, mas perdeu apoio dos parlamentares. Não há mais! Pois diz o jornal Valor Econômico que Michel Temer está trocando a presidência de Furnas Centrais Elétricas para atender a uma indicação - de quem? - do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Rodrigo Pacheco.

A reivindicação ficou parada no Ministério de Minas e Energia porque Temer e seus auxiliares acreditavam que a bancada do PMDB estava rachada e não havia consenso em torno da nomeação de Júlio Cesar Andrade.

Com a unificação, o Planalto queria fazer uma tramitação enxuta dessas denúncias, mas técnicos da Câmara se colocaram contra por considerar inconstitucional a manobra.

A estratégia dos aliados, segundo a fonte relatou, é não garantir quorum para votação na CCJ, caso Pacheco não indique um relator confiável para análise da denúncia de Temer.

Ele reforçou que pretende indicar para a relatoria desse processo um deputado de perfil independente e que não aceitará interferência do Planalto.

Composta por 67 deputados titulares e outros 67 suplentes, a CCJ vai elaborar um parecer sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Temer, recomendando que o processo prossiga no Poder Judiciário ou que seja rejeitado. Ele aponta que cada acusação formal deve ser votada separadamente, o que causaria desgaste a Temer.

Mas Rodrigo Pacheco conseguiu o feito ao ser avalizado pelo vice-governador de Minas, Antônio Andrade, presidente do diretório regional do PMDB - hoje adversário do governador Fernando Pimentel - e com o assentimento do PSDB.

Já o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), integrante da tropa de choque de Temer, disse que não poder juntar as denúncias é ruim para o país. Mas o Planalto já aguarda pelo menos mais uma, por obstrução de Justiça.

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