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Justiça determina volta de Roger Abdelmassih à prisão

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Ex-médico foi condenado há 181 anos de prisão

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o benefício de prisão domiciliar concedido ao ex-médico Roger Abdelmassih, de 73 anos. Agora, o detento volta a cumprir pena no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. Atualmente ele cumpre pena em regime domiciliar há uma semana sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica.

No seu parecer, que acatou pedido de mandado de segurança do promotor Luiz Marcelo Negrini, o desembargador José Raul Gavião afirma que Roger tem histórico de evasão e, por isso, só poderia ser beneficiado desta maneira em caso de "absoluta necessidade", o que não é o caso do ex-médico. O MP diz também que um laudo médico feito por um perito judicial não mostrou que ele precisava deixar a penitenciária para receber o atendimento médico. "Há nos autos perícia médica", diz o desembargador, "cuja conclusão é a de que o sentenciado é portador de doença coronariana grave com recomendação de tratamento clínico (não havendo indicação da impossibilidade desse tratamento ser realizado no sistema prisional, que conta com hospital, inclusive)". Em 2010, ele foi condenado a 278 anos de prisão pelos estupros das pacientes, ocorridos entre 1995 e 2008.

A reportagem procurou o advogado do ex-médico, mas não obteve retorno.

O Ministério Público contestou a decisão da Justiça, com a alegação que o detento não "cumpriu pena suficiente para qualquer espécies de progressão de regime".

Roger Abdelmassih tem 74 anos e tentava, desde o ano passado, o indulto humanitário.

Inicialmente, foram registrados 26 casos de pacientes que acusavam Abdelmassih de estupro.

O médico ficou foragido até 2014, quando foi preso no Paraguai.

Em 2011, com a decretação de sua prisão, ele foi considerado foragido.

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