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Operação prende mais de 60 PMs suspeitos de elo com tráfico

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Policiais militares e civis realizam megaoperação nesta manhã de quinta em São Gonçalo

A Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação nesta quinta-feira para combater o tráfico de drogas e a corrupção policial no Rio de Janeiro, com mandados de prisão contra cerca de 185 pessoas, incluindo policiais militares e suspeitos acusados de tráfico, informou a Polícia Civil.

Desde cedo, a operação da Divisão de Homicídios está cumprindo 70 mandados contra traficantes e 96 mandados contra policiais militares.

A Operação Calabar é uma referência a Domingos Fernandes Calabar, considerado traidor, ao se aliar aos holandeses quando estes invadiram terras brasileiras, no século 17, e reuniu 982 policiais - 582 policiais civis e 400 policiais militares. Entre eles, a maioria era de sargentos e cabos. Dos presos, um sub tenente tem a patente mais alta. Com 800 homens, o 7º Batalhão da PM, único do município, foi o principal alvo da apuração.

Agentes que investigaram o esquema estimam que a venda de favores e cobrança de dinheiro a traficantes rendesse, pelo menos, R$ 350 mil por semana aos PMs que estavam no Grupamento de Ações Táticas (GAT), Patrulha Tático Móvel (PATAMO), Serviço Reservado (P-2), no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e Ocupação (uma espécie de "UPP" de São Gonçalo). "É um dia triste, mas necessário". O secretário da segurança do Estado, Roberto Sá, lamentou o fato, disse que não vai haver tolerância com o recebimento de propina e chegou a afirmar que a corrupção é o maior problema nacional. Nossa instituição corta na própria carne. Eles devem responder por organização criminosa e corrupção passiva, enquanto os traficantes são acusados de tráfico, organização criminosa e corrupção ativa. Um dos PMs teria oferecido escolta para um "bonde" de criminosos se deslocar.

Segundo a polícia do Rio de Janeiro, essa é a maior história relativa a casos de corrupção envolvendo PMs e traficantes. Como colaborador premiado, ele auxiliou as investigações que revelaram as relações criminosas mantidas entre traficantes e policiais lotados no batalhão de São Gonçalo. Nas escutas, os agentes identificaram que os militares chegavam a cobrar R$ 10 mil pelo resgate de bandidos. Eles também revendiam armas e drogas apreendidas para o Comando Vermelho, além de forjar apreensões em comunidades da região metropolitana.

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