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Proibida pelo governo, parada LGBT em Istambul é contida pela polícia

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A Parad do Orgulho Gay de Paris no ano passado reuniu 600 mil pessoas                  Divulgação

Os organizadores da Parada LGTBI (lésbicas, gays, transexuais, bissexuais e intersexuais) em Istambul asseguraram neste sábado que desfilarão no domingo na Praça Taksim apesar da proibição emitida pelo gabinete do governador da cidade.

Pequenos grupos reuniram-se nas ruas próximas com bandeiras de arco-íris, símbolo do orgulho lésbico, gay, bissexual e transgênero.

Segundo a agência de notícias AFP, antes da manifestação convocada para a praça Taksim a polícia bloqueou diversos acessos. E "Amor, amor, liberdade, Estado, fique longe!".

Lara Ozlen, do comitê organizador da marcha do Orgulho Gay, qualificou de "mentira" as palavras do gabinete do governador.

Este é o terceiro ano consecutivo que as autoridades proíbem a manifestação.

"Vocês [aqueles que criticam a marcha] estão assustados".

A parada de Istambul atraiu dezenas de milhares de pessoas no passado, tornando-se uma das maiores do universo muçulmano. A marcha prevista para este domingo coincide com o feriado da Eid, que marca o fim de um mês de jejum para o Ramadã.

Em 2016, a manifestação foi proibida alegando motivos de segurança, já que o país acabava de sofrer vários atentados relacionados ao grupo extremista Estado Islâmico e aos separatistas curdos.

A polícia utilizou gás lacrimogêneo e balas de borracha nos últimos dois anos para dispersar os manifestantes que não aceitaram a proibição.

"Como resultado da nossa avaliação e considerando a ordem pública e a segurança dos turistas que estão na região para passear, bem como dos nossos cidadãos, especialmente os participantes, não se autoriza a marcha nem reuniões no dia da comemoração, nem antes nem depois", detalha um comunicado do escritório de governo de Istambul.

O presidente Recepp Tayyip Erdogan e seu partido, o AK, são criticados por opositores por mostrar pouco interesse em expandir direitos para minorias, gays e mulheres, e são intolerantes com dissidentes.

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