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Pelo menos 27 edifícios no Reino Unido têm revestimento inflamável

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Incêndio em edifício de Londres começou em uma geladeira com defeito

O revestimento usado na Torre Grenfell foi testado e falhou no quesito de segurança.

As autoridades concluíram que o isolamento e revestimento utilizados no prédio não eram seguros.

Após receberem na noite de sexta-feira, 23, uma ordem de despejo, centena de pessoas, entre elas idosos e bebês, passaram a noite em camas infláveis em um centro esportivo da região, no meio de cenas de confusão e caos.

A autarquia de Camden, no norte de Londres, ordenou na sexta-feira a retirada dos residentes de quatro blocos com 700 apartamentos que têm um revestimento similar ao de Grenfell, que serão realojados em hotéis durante as semanas em que decorrerão as obras para corrigir os defeitos de segurança.

Esta decisão ocorre depois do incêndio ocorrido a 14 de junho na Torre Grenfell, edifício na área Kensington e Chelsea, onde viviam maioritariamente pessoas de classes sociais consideradas como modestas, muitas delas oriundas de países estrangeiros, incluindo de Portugal.

As autoridades também disseram que o incêndio da Torre Grenfell —o mais letal no Reino Unido desde a Segunda Guerra (1939-1945)— foi iniciado de maneira acidental por uma geladeira.

De acordo com a polícia, trata-se de uma geladeira Hotpoint FF175BP, "um modelo que nunca foi objeto de um recall" de mercado e que está sendo submetido a novos testes pelo fabricante.

A polícia metropolitana de Londres divulgou que foram esvaziadas 650 casas durante a madrugada deste sábado, 24, após investigações encontrarem problemas de segurança contra incêndios.

"Estamos considerando todos os delitos criminais, de homicídio para cima", disse a chefe de polícia, sem revelar quem poderia ser eventualmente indiciado.

McCormack disse que a polícia estava investigando empresas envolvidas no prédio e remodelação da torre.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, já tinha anunciado que serão disponibilizados cinco milhões de libras (5,7 milhões de euros) para ajuda de emergência às vítimas do incêndio em Londres.

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