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Governo Maduro quer anular o Poder Judiciário, diz procuradora-geral

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Venezuela Um morto a tiro durante repressão a opositores

Um jovem de 17 anos morreu durante os protestos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta segunda-feira (19) em Caracas, informou o prefeito de Chacao, Ramon Muchacho.

- O Poder Legislativo foi anulado e agora se pretende anular o Poder Moral (que pertence a Procuradoria). Quando alguém assume este cargo, deve estar preparado.

Em entrevista à emissora Unión Radio, Ortega Díaz revelou que foi impedida de ter acesso ao processo de que é alvo. "[.] Os homens do Estado devem assumir sua responsabilidade".

O deputado acusa Ortega Díaz de mentir ao afirmar que não havia apoiado a eleição de 33 magistrados do TSJ em dezembro de 2015. O julgamento pode levar à remoção do cargo. Luisa Ortega Diaz começou a falar numa deriva autoritária e ganhou o apoio da Mesa de Unidade Democrática (MUD), a coligação que agrupa os partidos da oposição.

"A sentença do Plenário, com exposição da magistrada Marjorie Calderón Guerrero, presidenta da Sala de Cassação Social, explica que esta decisão foi tomada em conformidade com o previsto no artigo 279 da Constituição da República Bolivariana da Venezuela, em concordância com o tipificado nos incisos 4º., 5º., 8º. e 9º.do artigo 22 da Lei Orgânica do Poder Cidadão, e incisos 2º. e 3º. da Lei Orgânica do Ministério Público", diz uma breve nota de três parágrafos emitida pela sala de imprensa do tribunal.

O Vaticano estima que a Assembleia Constituinte promovida pelo governo da Venezuela coloca em risco a democracia naquele país, e defende o diálogo, revela uma carta enviada à OEA divulgada nesta quarta-feira.

Delcy Rodríguez, ministra dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, e líder da delegação do país na cimeira da OEA, respondeu a cada acusação feita ao seu Governo. A chavista enfrenta o presidente e o TSJ por sentenças que, segundo ela, romperam a ordem constitucional.

A procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, adiantou também aos jornalistas que, desde 1 de abril, 1.413 pessoas ficaram feridas, das quais 1.135 são civis.

Antes considerada uma fiel do poder, é agora vista pelos chavistas como uma "traidora" depois de ter multiplicado as críticas, nomeadamente contra o projeto de assembleia constituinte de Maduro.

Ontem, a oposição venezuelana declarou-se em "desobediência civil" ao regime do Governo do Presidente Nicolás Maduro e anunciou que iniciará uma nova fase de luta contra a ditadura.

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