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PF conclui perícia e deve enviar relatório ao STF na segunda

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Dida Sampaio  Estadão Conteúdo

A perícia foi finalizada nesta sexta (23) pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística).

Joesley gravou conversa com o presidente Michel Temer para apresentar como prova em sua delação premiada.

A perícia indica que o equipamento utilizado pelo empresário da JBS, que fez um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, possui um dispositivo que pausa automaticamente a gravação em momentos de silêncio e a retoma quando identifica som.

Desta forma, os peritos descartaram edições no áudio. Apesar de o relatório não estar completo, a PF entendeu que já há indícios de materialidade da prática de corrupção passiva pelo presidente e seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que está preso em Brasília.

A Polícia Federal vai encaminhar nesta sexta-feira (23/6) ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a conclusão do inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB).

A polícia também aguardava o resultado para dizer, em relatório paralelo, se houve ou não o crime de obstrução de Justiça em que Temer é alvo de inquérito.

Após a divulgação do áudio, a imprensa brasileira foi tomada por uma guerra de interpretações envolvendo uma suposta manipulação do seu conteúdo.

A perícia da PF é aguardada com expectativa porque a defesa de Temer questiona a autenticidade das gravações. Alguns trechos, antes considerados inaudíveis, também foram transcritos.

O inquérito servirá de base para a possível denúncia que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, fará em desfavor de Temer. Depois da conversa de Temer com Batista, Loures entrou em cena, tratou de decisões e cargos estratégicos com o empresário e, não demorou muito, acabou sendo filmado correndo pelas ruas de São Paulo com uma mala com R$ 500 mil recebida de Ricardo Saud, operador da propina da JBS.

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