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Polícia trata como terrorismo atropelamentos em Londres

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This general view shows police vehicles at the scene early

"Este governo agirá para impedir ideologias extremista e odiosas".

A Scotland Yard já revelou que todas as vítimas são muçulmanas e que duas pessoas ficaram "gravemente feridas". "Qualquer ligação causal entre sua morte e o ataque fará parte da investigação". A mesquita próxima ao local do incidente estava com fiéis que praticam o Ramadã, o mês sagrado que determina uma série de sacrifícios e rituais específicos como jejum e rezas.

"O que temos testemunhado - quer seja o heroísmo de cidadãos que lutaram com os atacantes na Ponte de Londres; a resiliência dos residentes de Kensington, ou o espírito de comunidade desta manhã que permitiu deter o atacante - é esta é uma cidade extraordinária de pessoas extraordinárias".

"Esta caminhonete veio para cima da gente".

Testemunhas relataram que uma van avançou sobre as pessoas e que havia três homens dentro do veículo. Então esse homem saiu da van, e eu o peguei.

O conselho muçulmano britânico (Muslim Council of Britain, em inglês) emitiu um comunicado em que "aparentemente, segundo relatos de testemunhas, o autor foi motivado por islamofobia". Segundo ela, o suspeito foi rápida e calmamente detido pelas autoridades. "Vi um homem sob a van, que estava sangrando e meu amigo me disse que era preciso levantar o veículo". Num deles vê-se um homem a tentar fazer reanimação cardiorrespiratória a uma das vítimas no meio da rua. A mesquita de Finsbury Park Mosque, perto do local do atropelamento, é onde o clérigo radical Abu Hamza pregava e já foi um centro conhecido por ter islamitas radicais, mas mudou completamente sob nova administração.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu como um "terrível incidente" o atropelamento ocorrido em Londres ao início da madrugada de hoje, que resultou em pelo menos "vários feridos". Ele também pediu que pessoas permaneçam "calmas e atentas". Foi o ataque terrorista mais mortal no Reino Unido desde os atentados de 7 de julho de 2005, em Londres.

Segundo a polícia, uma pessoa morreu no local e os feridos foram levados a três hospitais da capital.

"Isso foi um ataque contra Londres e todos os londrinos. Mas é muito cedo para dizer se a sua morte foi resultado desse ataque", afirmou Basu. "Estou a ver neste momento a polícia a retirar o corpo", escreveu na sua conta do Twitter.

Segundo a polícia, o homem tem 48 anos e agiu sozinho.

"Oficiais estão na cena do incidente juntamente com outros serviços de emergência", disse um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres.

Este é o terceiro atentado em quatro meses no país. Em 23 de maio, um britânico de origem líbia fez um ataque suicida em Manchester, durante o show da cantora Ariana Grande.

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