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Número de deslocados e refugiados chega a 65,6 milhões

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Número de deslocados e refugiados atingiu novo recorde de 65,6 milhões em 2016- ONU

Conflitos locais, guerra civil e fome fizeram com que o número de refugiados e deslocados no mundo aumentasse ainda mais em 2016, revelou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) nesta segunda-feira, 16.

No fim do ano passado, a organização registrou que 40,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar dentro de seus próprios países.

O número de deslocados no mundo passou de 33,9 milhões em 1997 para 65,6 milhões em 2016. O Acnur é responsável por 80% deles e o restante está sob os cuidados da Unrwa, a agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos.

Em números totais, de refugiados e deslocados internos, a Síria tem o maior número de pessoas que foram obrigadas a deixarem os locais onde viviam, com 12 milhões de pessoas nessa situação.

O diretor da ACNUR também alertou para a rápida deterioração do cenário no Sudão do Sul. Síria, Iraque e Colômbia registram os maiores números de deslocados internos. Quase dois terços dos sírios foram forçados a fugir das suas casas. A Turquia é a que mais recebe seguida por Paquistão, Líbano, Irã, Uganda e Etiópia. Globalmente, ao final de 2016, o número total de solicitantes de refúgio era de 2,8 milhões. O levantamento estimou um recorde de 65,6 milhões de deslocados em todo o mundo por conta de conflitos, violência e perseguições.

Uma conclusão fundamental do relatório "Tendências Globais" é que o nível de novos deslocamentos continua muito alto.

O relatório diz também que, em 2016, 2,8 milhões de pessoas pediram formalmente refúgio em outros países. Isso equivale a 1 pessoa se tornando deslocada interna a cada 3 segundos - menos tempo do que se leva para ler essa frase. São pessoas que recebem vistos humanitários, mas não são considerados refugiados. No total, cerca de 37 países aceitaram 189.300 refugiados para reassentamento.

"Há que reconhecer o enorme esforço que estes países fazem".

"Isso mostra a necessidade de que esses países de renda média ou baixa sejam melhor assistidos pela comunidade internacional", reforçou Luiz Fernando Godinho.

A guerra na Síria é a causa do maior fluxo de refugiados em todo o mundo.

"É o maior número desde o início dos registros sobre o tema", afirmou Filippo Grandi, diretor da ACNUR, ao apresentar o relatório.

E desde então foram adicionados mais meio milhão de pessoas, destaca a agência. Entretanto, os dados recolhidos pelos governos e comunicados ao ACNUR limitavam o número de apátridas a 3,2 milhões em 74 países diferentes. Naquele ano, existiam 8,7 mil refugiados legalmente registrados, com uma fila de casos de 20,8 mil indivíduos.

O relatório do ACNUR observa ainda que 84% dos refugiados no mundo vive em países de rendimentos baixos ou médios e que um em cada três (4,9 milhões) é acolhido por países menos desenvolvidos.

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