olemenews.com

Global

PJ afasta origem criminosa de incêndio que deflagrou em Pedrogão

Share
Pedrógão Grande

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, informou que, entre os feridos, 18 foram levados para hospitais.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

"Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas", tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o diretor nacional da PJ. "Inclusivammente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues. Ao menos cinco bombeiros que tentavam combater as chamas ficaram machucados.

Em resposta aos jornalistas, o primeiro-ministro adiantou que "com certeza que o luto nacional será decretado, no momento próprio", mas considerou que "não será seguramente o momento próprio enquanto não estiverem apuradas totalmente as circunstâncias e as consequências".

O incêndio começou por volta das 15h de sábado (horário local, 11h em Brasília). Neste início de manhã, foram mobilizados 687 operacionais, 224 viaturas e três máquinas de rasto, e que os meios portugueses vão contar hoje com ajuda espanhola e francesa. Alguns veículos da corporação foram destruídos assim como algumas casas da região.

Um pouco por todo o país, os quartéis de bombeiros estão a receber mantimentos para enviar para as localidades afetadas pelos incêndios florestais que atingiram várias localidades do distrito de Leiria, entre as quais o concelho de Pedrógão Grande.

"Enfrentamos uma terrível tragédia".

A nível europeu, o fogo de Pedrógão Grande é apenas ultrapassado, em número de vítimas, pelos incêndios na Grécia, durante o verão de 2007, que provocaram a morte de 77 pessoas, e pelos fogos na Aquitânia, em França, há quase 70 anos, quando morreram 82 pessoas.

O primeiro-ministro disse que, no momento, "a prioridade é combater o incêndio que permanece e entender o que ocorreu". Estão confirmadas 61 vítimas mortais, de acordo com a comunicação do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, num balanço às 14 horas deste domingo.

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, viajou à zona atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas e "compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses", segundo o governo.

Share