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Partido de Macron conquista maioria absoluta nas legislativas francesas

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Partido do Macron e aliado favoritos na segunda volta das legislativas

O presidente francês, Emmanuel Macron, deve ganhar uma maioria significativa no parlamento, depois das eleições deste domingo (18).

O República em Marcha, partido do jovem chefe de Estado de 39 anos, criado há pouco mais mais de um ano, deve obter entre 355 e 425 cadeiras das 577 da Assembleia Nacional, muito mais do que os 289 necessários para alcançar maioria absoluta e fazer avançar as reformas do chefe de Estado sem a necessidade de formar alianças com outros partidos.

A República em Marcha, partido do presidente, ocupará mais de 300 cadeiras na Assembleia Nacional da França.

Uma abstenção recorde da ordem dos 56,6% marcou a segunda volta das eleições legislativas francesas.

O primeiro-ministro da França declarou que os eleitores deram uma clara maioria ao novo presidente francês.

No total, neste segundo turno serão definidas 573 das 577 cadeiras que compõem a Câmara Baixa francesa, já que quatro foram escolhidas já no primeiro turno.

O partido de direita Os Republicanos terá obtido 97 a 130 lugares e o Partido Socialista entre 27 e 49.

A Frente Nacional, de extrema direita, garantiu a eleição de 4 a 8 deputados e a esquerda radical, coligação da França Insubmissa com o Partido Comunista, um total de 10 a 30 assentos.

Mais de 65 mil mesas eleitorais estiveram este domingo abertas em França desde as 08h00 (07h00 em Lisboa), para a segunda volta das eleições legislativas, com projeções a darem maioria ao partido do Presidente, Emmanuel Macron, e ao seu aliado.

A Frente Nacional, de Le Pen, deverá contar com seis deputados na nova Assembleia francesa, de acordo com as primeiras projeções, incluindo Louis Aliot, vice-presidente do partido de extrema-direita e companheiro de Marine Le Pen, que é, até agora, deputado ao Parlamento Europeu. "Combateremos com todas as nossas forças os projetos do governo criados em Bruxelas", afirmou Le Pen, que até então representava a França na Eurocâmara.

O líder do partido socialista, Jean-Christophe Cambadelis, diz que o "triunfo de Emmanuel Macron é incontestável, a derrota da esquerda é inevitável e a derrota do partido socialista é irrevogável". Ele acrescentou que o partido precisa mudar suas ideias e sua organização e que uma "liderança coletiva" vai substituí-lo. Os socialistas, que antes de Macron estavam no governo, tinham 6% dos votos.

"Tomo esta decisão sem amargura ou raiva, consciente do meu dever e do momento crucial que a esquerda atravessa", disse.

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