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PS lamenta morte e recorda "visionário do projeto europeu"

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Ex-chanceler alemão Helmut Kohl morre aos 87 anos

Helmut Kohl, o "pai" da reunificação alemã, morreu hoje, aos 87 anos. Isso não o impediu de, em 2010, ano em que se juntou à chanceler Angela Merkel (de quem foi mentor) para as celebrações dos vinte anos da reunificação alemã, dizer que o seu papel no processo foi "subestimado durante décadas". Kohl estava há anos com a saúde debilitada e morreu em sua casa na cidade de Ludwigshafen, no oeste alemão.

O ex-chanceler estava afastado da vida pública desde 2008 e remetido a uma cadeira de rodas, após a queda numas escadas que lhe provocou um traumatismo cranioencefálico.

"Era um homem muito influenciado pela 2.ª Guerra Mundial, como toda aquela geração, e profundamente comprometido não com uma Europa alemã mas com uma Alemanha europeia. e isso, hoje, perdeu-se, especialmente por causa de Schäuble [ministro das Finanças alemão]", sublinhou o antigo conselheiro de Guterres. Em abril de 2016, Kohl criticou a política aberta à imigração de Merkel.

A reunificação da Alemanha, em 1990, foi liderada por Kohl. "Pela Europa", disse Peter Tauber, secretário-geral do partido. A morte foi comunicada por seu partido, CDU, e pelo jornal Bild, cujos diretores eram próximos de Kohl. Em comunicado, Gabriel declarou que o ex-chanceler federal "trabalhou muito não só pela Reunificação alemã, mas também pela integração europeia". A Europa se uniria por laços institucionais bem mais fortes em 1992, com o Tratado de Maastricht, em que Mitterrand e Kohl foram os grandes arquitetos.

Juncker assegurou que Kohl "entendeu a importância econômica e política e o inestimável valor de ter uma moeda única no continente" e se mostrou convencido que o euro "não existiria" sem o ex-chanceler.

Mas em 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim foi derrubado e o chanceler conservador, então criticado em seu próprio partido, endossou, segundo as suas próprias palavras, "o peso da História".

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