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Polícia britânica admite impossibilidade de identificar vítimas de incêndio

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Incêndio no edifício residencial Grenfell deixou pelo menos seis mortos

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse por meio de um porta-voz estar "profundamente triste pela trágica perda de vida" no incêndio. A expectativa é que o número aumente ainda mais à medida que os bombeiros avancem suas buscas no local.

Testemunhas da tragédia contaram à CNN que em momento de total desespero, várias pessoas se atiraram do edifício, para se livrarem das altas chamas que assolavam o prédio e que se alastraram rapidamente pelo edifício de 24 andares. Em uma declaração à imprensa, o prefeito elogiou "a rápida resposta" dos bombeiros, que chegaram ao local para combater o fogo "em menos de seis minutos".

Em entrevista coletiva, o comandante Stuart Cundy disse que continua em andamento a "complexa operação" para buscar e recuperar as pessoas que ficaram presas no edifício.

Vinte ambulâncias foram enviadas para levar os feridos para seis hospitais de Londres.

Também o autarca de Londres, Sadiq khan, disse esta quinta-feira, defendeu a realização de um inquérito para responder às muitas perguntas que ainda persistem sobre o sucedido e sobre a segurança em outros edifícios de apartamentos da capital britânica.

Ele contou que os moradores estavam preocupados, por exemplo, com "a situação dos aquecedores, das rotas de fuga e com a iluminação das saídas de incêndio". "Nunca vi nada parecido com esse incêndio em 29 anos de trabalho", declarou o chefe da Brigada de Incêndio de Londres. No desespero, moradores atiraram um bebê e outras crianças pelas janelas, segundo testemunhas. Um morador do 7º andar disse à BBC que o alarme de incêndio não tocou. Maryann Adam (41), que era vizinha do taxista, afirmou ao Mail Online que exatamente às 12h50min de terça-feira (13), no horário local, foi acordada por Kebede batendo em sua porta e lhe dizendo que havia um incêndio na residência dele.

A agência de notícias AFP informou que a polícia de Londres começou a retirar as pessoas das casas vizinhas ao prédio atingido pelo fogo.

O Presidente da República falou esta quinta-feira com a mãe das duas crianças portuguesas feridas no incêndio no edifício Grenfell, em Londres, que lhe disse que elas estão livres de perigo e apresentam melhoras.

Entretanto, o conselho administrativo de Kensington e Chelsea (Royal Borough of Kensington and Chelsea), região londrina onde o prédio se encontra, admitiu ter recebido reclamações sobre as obras feitas por um grupo de residentes que estavam preocupados com questões de segurança envolvendo a construção.

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