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Incêndio em edifício residencial em Londres deixa vários mortos e 50 feridos

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Fogo em Londres: 2 crianças e 2 adultos portugueses hospitalizados

Fontes no local admitem que o edifício corre o risco de desabar e a polícia esvaziou as residências vizinhas.

Um grupo de moradores da Grenfell Tower havia advertido repetidamente as autoridades sobre risco de incêndio no prédio, particularmente devido ao lixo acumulado durante uma reforma recente.

Em declaração à imprensa, Cotton não pôde dizer ainda o número exato de mortos em consequência do incêndio, de enormes dimensões, que começou à 0h15 (horário local, 21h15 de terça-feira em Brasília) na torre Grenfell, entre o bairro de Kensington e Notting Hill. O edifício fica a 2,7 km da residência do príncipe Willian e da sua mulher, Kate Middleton.

O fogo atingiu o edifício de 27 andares no centro da capital britânica e deixou mais de 50 feridos, que já foram hospitalizados.

Testemunhas relataram em redes sociais que pessoas pularam da torre em chamas e que havia gente presa na torre durante o incêndio.

Pelo menos 200 bombeiros e 40 veículos continuam no prédio atingido pelas chamas.

Por volta de 5h, os bombeiros informaram que as chamas estavam controladas, embora fosse possível ver labaredas em alguns andares.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que as muitas perguntas sobre a origem do incêndio serão respondidas. "O administrador me ameaçou pessoalmente", disse David Collins, presidente da associação de moradores da torre até outubro do ano passado.

O organismo público KCTMO (Kensington & Chelsea Tennant Management Organisation), que administra o prédio, reconheceu em um comunicado "estar ciente das preocupações de longa data dos moradores".

Jody Martin disse à BBC que conseguiu chegar ao segundo andar, onde uma fumaça sufocante dominava o ambiente.

Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado que afirmam que todos os padrões de segurança foram seguidos rigidamente.

O comandante Dan Daly, da London Fire Brigade, afirmou que "os bombeiros equipados com aparelhos respiratórios trabalham de maneira muito dura em condições difíceis para controlar o incêndio".

"Sinceramente, não se sabe se pessoas saltaram para escapar do fogo, mas para mim, o principal neste incidente é que os alarmes não soaram dentro do edifício", lamentou.

Dez portugueses residiam em três apartamentos do prédio que ardeu.

Entre os 17 mortos agora confirmados pela polícia, seis corpos foram identificados. Os bombeiros têm efetuado buscas sistemáticas por entre os escombros e as autoridades estão a instar os residentes no edifício a telefonarem para uma linha especial para ajudar a precisar o número de desaparecidos. Acrescentou que vão ser "feitas inspecções a todas as torres de apartamentos não só em Londres mas em todo o pais".

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