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Doleiro diz que Temer sabia de caixa 2 do PMDB

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Michel Temer

O depoimento durou quase 4 horas.

Em seu primeiro depoimento, Funaro havia acusado o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que ocupou a Secretaria de Governo no início do mandato de Temer, de ter feito sondagens, ligando várias vezes para a esposa do doleiro, a fim de descobrir se ele faria acordo de delação premiada, conforme a imprensa havia divulgado.

O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, gravou uma conversa com Temer, em março deste ano, no Palácio do Jaburu, na qual o presidente avaliza pagamento de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e também a Lúcio Funaro, pelo empresário, em troca do silêncio dos dois.

De acordo com o jornal O Globo, uma fonte que teve acesso ao interrogatório de Funaro relatou que o doleiro sustentou que o presidente da República tinha conhecimento de doações ilícitas de campanha feitas ao PMDB, entretanto, não houve detalhamento do quanto Temer sabia do esquemas. Temer teria dito, "tem que manter isso". Dias depois, o ex-assessor sai a campo, trata de decisões e cargos estratégicos do governo com Batista.

O dinheiro seria a primeira parcela de um suborno que, pelos cálculos da Policia Federal, bateria casa dos R$ 600 milhões ao longo de 25 anos. Como resultado de todas essas irregularidades um inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) e a prisão de Rocha Loures. Funaro contratou um advogado especialista em delação premiada, mas, apesar de contatos com o Ministério Público Federal (MPF), não há informações sobre um acordo entre as partes. Antonio Figueiredo Basto ressaltou que ele e o doleiro não definiram ainda a linha que será adotada, mas garante que "será revelado tudo que tiver para ser revelado".

Ao Globo, a assessoria de Temer negou que o presidente tivesse conhecimento de qualquer doação de origem ilícita ao PMDB.

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