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Secretário de Justiça dos EUA prestará declaração sobre a questão da Rússia

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Mueller passou a investigar caso após demissão de James Comey que era diretor do FBI
Reuters

Assim como o FBI (polícia federal americana), a comissão também conduz uma investigação sobre possíveis conexões entre membros da equipe de campanha de Donald Trump e Moscou. O vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, pessoa que seria responsável por realizar tal demissão, disse a um painel diferente do Congresso nesta terça-feira que não demitiria Mueller sem boa causa e que não viu nenhuma do tipo. Vários republicanos já advertiram que seria um erro demitir o homem que comanda a investigação sobre a suposta interferência da Rússia na eleição de 2016. Os encontros foram confirmados pelo Departamento de Justiça. "Esse regulamento diz que os funcionários do Departamento de Justiça não devem participar em investigações a uma campanha se eles participaram nela como conselheiros".

Ao ser questionado sobre sua conversa com o presidente que teria levado ao memorando, ele afirmou não ter a capacidade de discutir nem confirmar ou negar a natureza de conversas privadas "sobre esse assunto ou qualquer outro". Funcionários, sob anonimato, informaram à ABC News e ao "Washington Post" que Sessions chegou a oferecer informalmente a Trump sua renúncia nas últimas semanas.

No momento de maior tensão na audiência, Sessions se irritou quando o democrata Ron Woden pediu que ele esclarecesse uma declaração feita por Comey em sessão fechada.

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir James Comey do cargo de diretor do FBI foi comentada pelo procurador-geral do país, Jeff Sessions, em depoimento no Comitê de Inteligência do Senado.

No final de 2016, várias agências de Inteligência dos Estados Unidos afirmaram, com variados graus de certeza, que a Rússia estava por trás do ataque cibernético e da publicação dos e-mails para ajudar Trump a vencer a eleição.

O Procurador-Geral, um dos principais apoiantes do Presidente, anunciou, em Março, que ia abster-se de acompanhar qualquer inquérito à campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, após ter sido acusado de mentir sob juramento sobre contactos que manteve com o embaixador da Rússia. "Eu não tive comunicações com os russos", disse à altura.

O republicano Sessions, 70, exercia o mandato de senador pelo Alabama desde 1997 antes de ser indicado por Trump para o posto.

A audiência foi pública, a pedido de Jeff Sessions, por considerar "importante que o povo norte-americano escute a verdade diretamente dele próprio".

Comey sugeriu que Sessions se afastou em 02 de março da investigação sobre a suposta ingerência russa nas eleições presidenciais de novembro nos EUA devido à sua participação numa série de factos que, por serem considerados como "classificados", não revelou perante o público.

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