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Joesley Batista volta ao Brasil e presta novo depoimento a procurador

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Michel Temer durante uma cerimônia dedicada ao Bolsa Família em 29 de junho de 2016

A Procuradoria-Geral da República (PGR) viu indícios suficientes para pedir investigação contra o presidente, que declarou não ter cometido nenhuma irregularidade. Conforme o texto, Joesley saiu do país para proteger a integridade de sua família, "que sofreu reiteradas ameaças" desde que ele decidiu fechar acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato.

De acordo com o comunicado da empresa, Joesley "estava na China - e não passeando na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República".

Na nota, o empresário diz ter participado de reuniões nessa segunda-feira (12), em Brasília, e de encontros de trabalho na terça (13), em São Paulo. O depoimento foi autorizado pelo juiz Ricardo Leite.

Outra informação que atinge diretamente o presidente é a de que Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem de confiança de Temer e ex-assessor especial da Presidência, teria recebido R$ 500 mil de propina para cuidar de uma pendência da J&F, holding que controla a JBS.

Pivô da maior crise política envolvendo o governo Temer, o empresário Joesley Batista está no Brasil desde o último domingo.

Os recursos, originários de contratos com o BNDES, Funcef e Petros, teriam contas no exterior como garantia, cujos extratos seriam mostrados por Mantega aos ex-presidentes Lula e Dilma. "Viajou com autorização da Justiça brasileira", diz a nota.

A J&F não confirmou a agenda de Joesley Batista no Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou inquérito contra Temer por suposto crime de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça. Agora, Joesley não pode mais ficar calado e é obrigado a depor sempre que solicitado. Ela apura se houve uso indevido de informações privilegiadas por parte da JBS e FB Participações em transações de mercado financeiro ocorridas entre abril de maio deste ano, período em que o empresário fazia sua delação premiada.

Os executivos falaram por cerca de três horas, do final da manhã até o meio da tarde da segunda-feira. Além disso, ressalta ter se ausentado do Brasil "para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que se dispôs a colaborar com o Ministério Público".

Joesley disse que estava na China 'e não passeando na Quinta Avenida, em Nova York'. Ontem, ele participou de encontros de trabalho em São Paulo.

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