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Vendas do varejo subiram 1,0% em abril — IBGE

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Marcelo Camargo  Agência Brasil  Divulgação

As vendas do comércio varejista brasileiro avançaram 1,0% em abril frente ao mês anterior, considerando o ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13).

O dado de março foi revisado de queda de 1,9% para recuo de 1,2%. Também houve alteração o resultado de fevereiro, de queda de 1,6% para baixa de 0,4%.

Já o índice do Brasil teve alta de 1,9% na comparação com abril de 2016.

O resultado de abril veio melhor que a média estimada pelo Valor Data, apurada junto a 17 economistas e instituições financeiras, de queda de 0,4%. O intervalo das estimativas variavam de alta de 1,3% a recuo de 1,6%. A principal influência positiva foi a do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou aumento de 0,9% nas vendas, após 6,0% de queda acumulada nos dois meses anteriores.

Já as atividades de Tecidos, vestuário e calçados mostraram ganhos nas vendas mensais de 3,5 por cento, enquanto a comercialização de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação subiram 10,2 por cento. E de 1,9% na comparação com abril do ano passado. Na comparação com igual abril de 2016, o volume de vendas no comércio varejista avançou 1,9%, o que ocasionou a interrupção em um longo período de queda de 24 meses. Dos 27 estados, 18 registram recuo das vendas neste ano.

Já o comércio varejista ampliado, que inclui, além do próprio varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, registrou um avanço de 1,5% no volume de vendas e de 2,3% para a receita nominal ante a março deste ano, ambas na série com ajuste sazonal. A taxa de fevereiro ante janeiro passou de uma alta de 0,6% para um avanço de 0,2%. Em março, o resultado passou de queda de 2% para retração de 0,8%.

Os analistas esperavam crescimento de 0,4% para o volume de vendas do ampliado na passagem do terceiro para o quarto mês de 2017.

Na comparação com março, as vendas subiram 1% em abril. No entanto, os acumulados ainda não negativos, de -1,6% no ano e de -4,6% nos últimos 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado subiu 2,3% em abril, perante o mês anterior, e 0,7% em relação ao quarto mês de 2016. Embora a comercialização de medicamentos seja de uso contínuo, as taxas acumuladas mantiveram-se negativas em 3 % no ano e de -3,5% para os últimos 12 meses.

No sentido oposto, as vendas do varejo de móveis e eletrodomésticos caíram 2,8% em abril ante março.

Outros destaques foram Goiás (4,1%), Acre (3,6%) e Amazonas (2,6%). Já para a receita nominal, as taxas foram de 0,3% no acumulado do ano e de -0,4% nos últimos doze meses.

Já o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria recuou 3,2% no volume de vendas em relação a abril de 2016.

A queda do estado foi a quinta maior do país, atrás apenas de Goiás (-10,2%), Roraima (-9,5%), Piauí (-8,2%) e Distrito Federal (-7,9%).

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