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Não interfiro nem permito interferência indevida de um poder sobre outro — Temer

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Ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin

Sem citar nome, a revista apontou como fonte 1 auxiliar do presidente. O Planalto nega qualquer interferência na agência. A ação teria como objetivo buscar fragilidades que poderiam colocar em xeque a atuação do ministro.

Ainda de acordo, com a revista, em campanha para conseguir apoio entre os senadores para a indicação dele ao STF, Fachin esteve em Brasília num jantar sigiloso com Renan Calheiros.

Para a ministra, a suposta espionagem seria "própria de ditaduras" e deve ser penalmente apurada e os responsáveis, "exemplarmente processados". "O tema está, por ora, esgotado", afirmou a ministra ao revelar que o presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida nesse sentido. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, também em nota, disse que tomou conhecimento da suposta utilização do aparato estatal com "perplexidade" e que a confirmação da investigação seria "mais um infeliz episódio da grave crise de representatividade pela qual passa o país".

Entidades de juízes também se posicionaram.

Mencionando a "independência e harmonia" entre os poderes, o presidente lembrou-se dos "princípios fundamentais" impostos pela Constituição Federal. Em vez de fortalecer a democracia com iniciativas condizentes com os anseios dos brasileiros, adotam-se práticas de um Estado de exceção. "Não vou esmorecer", afirmou. "Não quero acreditar que isso tenha acontecido".

A Abin é subordinada ao gabinete de Sergio Etchegoyen.

O Palácio do Planalto emitiu nota na qual afirma que Temer jamais acionou a Abin. O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei. "Eu não me prestaria a isso".

A informação de que o ministro teria a vida bisbilhotada pela Abin foi divulgada pela revista Veja. Deputados da base do governo apresentaram requerimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pedindo que sejam solicitadas informações ao ministro sobre a relação dele com o Ricardo Saud, executivo da JBS e um dos delatores do Grupo J&F. Será o primeiro pronunciamento de Temer após o julgamento da última sexta-feira (9) no qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de cassação da chapa formada por ele e pela ex-presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou na noite deste sábado (10) que já articula com parlamentares a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pelo presidente Michel Temer.

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