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Apesar da crise: Qatar reafirma interesse em relações positivas com o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta sexta-feira (9) que o Catar "pare imediatamente" de financiar o terrorismo internacional e afirmou que o país é "historicamente" um dos fundadores o "terrorismo de alto nível".

"Pedimos ao Catar para se responsabilizar pelas preocupações de seus vizinhos", disse o secretário de Estado, falando pouco depois de membros da família real catarianos terem sido incluídos na "lista de terrorismo".

A instalação é essencial para os ataques aéreos liderados por Washington contra a milícia terrorista Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O emirado, porém, continua "perplexo" com o que chama de "medidas abusivas" do bloco liderado pelos sauditas, disse o chanceler Mohammed bin Abdulrahman al-Thani em Paris, após reunião com seu colega francês. "Talvez este seja o início do fim do horror do extremismo!", escreveu.

O Qatar afirma que as alegações são baseadas em mentiras.

Na Rússia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, mostrou-se apreensivo com a situação e disse serem urgentes conversações "com respeito mútuo" para resolver a crise e, ao mesmo tempo, lutar contra o terrorismo.

Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores disse que o Kuwait continuaria a mediar o conflito, enquanto o Catar estaria pronto para "unir esforços" para reforçar a segurança no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC).

Omã não cortou relações diplomáticas com o Qatar e geralmente é utilizado pelos governos ocidentais como "canal de negociação e contacto" com Teerão. E a resposta do Qatar a esta crise, adiantou, vai ser diversificar ainda mais a sua economia.

O Catar encontra-se isolado em meio a uma crise diplomática desde a segunda-feira passada, quando potências do Golfo decidiram voltar as costas para Doha.

"O emir do Catar fez avanços titubeantes para apoiar com financiamento e expulsar os terroristas do seu país, mas devem fazer mais e devem fazê-lo mais rápido", acrescentou.

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