olemenews.com

Global

Após TSE livrar Temer, tucanos pró-desembarque recuam

Share
Prefeito de São Paulo João Doria ao centro

Ministros do PSDB e governadores contrários à saída do partido do governo pressionam os dirigentes da sigla para que não haja uma decisão nesta segunda-feira (12), dia de reunião marcada peça executiva nacional da sigla. Neste caso, o PSDB avalia a divulgação de um documento em apoio às reformas, mas cobrando do Palácio do Planalto o protagonismo na retomada da governabilidade.

Depois do desfecho do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que absolveu a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer na semana passada, os parlamentares do PSDB que resistiam a permanecer na base aliada do pemedebista diminuíram o tom das críticas contra o presidente. É mais justo que essa decisão (de ficar ou sair do governo) seja partidária e não só parlamentar. O análise é de que o partido ficaria com a imagem prejudicada se mantivesse a aliança enquanto o PMDB segue sendo bombardeado por acusações. O presidente brasileiro não respondeu às 82 perguntas colocadas pela Polícia Federal e o prazo de 24 horas decidido pelo juiz do Supremo Tribunal, Edson Fachin terminou na passada sexta-feira.

Junto com o chanceler Aloysio Nunes Ferrera, Imbassahy forma a dupla tucana dentro do governo que busca, a todo custo, mostrar que sair pode ser muito pior do que ficar, inclusive, ante a hipótese, na qual acredita, de o governo se recuperar, a despeito dos fatos desabonadores contra o presidente que pipocam e da campanha explícita que tanto o Ministério Público Federal quanto a Rede Globo têm feito contra a permanência de Temer no Planalto. Segundo o tucano, o presidente nacional do partido, Tasso Jereissati, pediu que ele conversasse com as lideranças do estado para convencê-las sobre a saída.

Daqui de Santa Catarina, a manifestação sai no mesmo tom da nacional: independentemente de quem esteja presidindo o país, o PSDB precisa continuar trabalhando pelas reformas trabalhista e da Previdência. O ex-presidente está em São Paulo, onde participa de reunião do Conselho Fiscal da Fundação FHC.

Michel Temer
Michel Temer

A eleição do substituto definitivo de Aécio no comando do PSDB está prevista somente para maio do próximo ano.

A discussão sobre eventual desembarque vem sendo ensaiada há várias semanas, mas acabou adiada devido às pressões internas de tucanos contrários.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que era contra a recondução de Aécio, foi um dos tucanos que defenderam a antecipação do pleito interno. Mas toda investigação tem sido defendida pelo PSDB sempre. A interlocutores, Aécio tem defendido que o PSDB permaneça no governo. Além disso, emissários do presidente, como o vice-líder do governo Beto Mansur (PRB-SP), estiveram em São Paulo conversando com Doria, que estaria com o discurso de que o partido deve manter apoio pelas reformas.

Share