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Ministro do STF nega pedido para soltar ex-deputado federal Rocha Loures

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Divulgação  PSDB

Disse que, após ele concorrer a vice-governador do Paraná em 2010, "veio para o meu gabinete e me ajudou enormemente".

Na gravação, de um minuto, diz ainda que o então candidato a deputado tinha feito um "belíssimo trabalho" e que falava isso em um depoimento "verdadeiro, real".

O ministro Fachin enviou o pedido para manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Bittencourt também defende que Loures não seja transferido para o presídio da Papuda, em Brasília, antes do seu depoimento, e pede a concessão de um prazo de 48 horas para depor, após o recebimento do material. Os vídeos foram gravados em 2012 quando Rodrigo Costa Rocha Loures, o pai, foi candidato a prefeito de São José dos Pinhais em 2012 pelo PMDB.

"Se a preocupação de Rocha Loures é que os fios naturalmente lisos cresçam crespos, por exemplo, ele pode se tranquilizar".

Presente em comícios do ex-presidente Lula e de Dilma Rousseff, então candidata a presidente, recebeu elogios dos petistas.

Rocha Loures é um dos homens mais próximos do presidente, que o indicava a empresários acusados de irregularidades como a pessoa que poderia "ajudá-los". "Vocês podem estar trabalhando para construir uma nova geração de políticos no Estado".

Na mesma ocasião, Dilma se referiu a Loures como uma "figura fantástica" e "empresário jovem e talentoso", conforme vídeo reproduzido pelo portal UOL. Também questionou a entrega da relatoria do caso do ex-deputado ao ministro Ricardo Lewandowski.

A defesa também pediu ao STF que assegure a Rocha Loures o direito de não ter a cabeça raspada caso seja transferido para o presídio, "como fizeram no Rio de Janeiro com Eike Batista", diz o texto do pedido.

Rocha Loures perdeu o mandato na semana passada, quando o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio decidiu retornar à Camara.

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