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Ministro do STF autoriza depoimento de Temer à PF

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Investigações foram abertas a partir do acordo de delação premiada da JBS

Por sua vez, Temer poderia só responder as perguntas dos agentes por escrito. O relator ainda autorizou a Polícia Federal a colher, por escrito, o depoimento do presidente da República.

O pedido de separação dos inquéritos contra Temer e Aécio - estratégia que já vinha sendo estudada - foi antecipado após Janot afirmar que o inquérito tem um prazo mais curto por envolver investigados presos. Na terça-feira, Fachin desmembrou esta investigação da que existe sobre o senador afastado Aécio Neves, que passará a ser feita em separado.

Apontado como intermediário de Temer para assuntos do grupo J&F com o governo federal, Rocha Loures foi gravado pela Polícia Federal deixando um restaurante de São Paulo carregando uma mala com R$ 500 mil em propina entregue pelo executivo da holding Ricardo Saud.

O interrogatório de Temer havia sido solicitado pela Procuradoria Geral da República com intuito de esclarecer a conversa mantida entre o presidente e Joesley Batista. Trata-se de Roberta Funaro Yoshimoto, irmã do operador Lúcio Funaro.

Ela foi presa na operação Patmos.

Os advogados disseram que não querem atrasar a investigação e que "o presidente da República é o maior interessado na rápida e cabal elucidação dos fatos".

O ministro determinou o envio imediato do inquérito sobre Temer à Polícia Federal para conclusão das investigações.

Em petição enviada ao ministro, relator do inquérito contra o presidente no STF, os advogados sustentam que Temer não pode prestar depoimento porque ainda não está pronta a perícia que está sendo feita pela própria PF no áudio no qual o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou uma conversa com o presidente.

Caso volte a assumir seu mandato como parlamentar, o ex-ministro da Justiça substituiria Loures, suplente de Serraglio na Câmara.

Com a decisão, o inquérito tramitará de forma separada.

O ministro Edson Fachin também determinou a separação do inquérito contra Michel Temer da investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas manteve as investigações contra o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no mesmo inquérito que o do presidente.

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