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Comissão deve votar reforma trabalhista nesta terça

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Comissão do Senado adia votação da Reforma Trabalhista

Um acordo entre senadores da base governista e da oposição adiou a votação do relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Nós vamos cumprir nosso acordo".

Para dar celeridade à tramitação da proposta, a expectativa é de que o Senado mantenha o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, já que qualquer mudança de mérito obrigaria o retorno do texto à análise dos deputados. Dessa forma na sessão de hoje os senadores vão apenas discutir seus aspectos. Caso a ata não seja aprovada, a votação do parecer da reforma, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), poderia ser adiada. O parlamentar rechaça, em seu relatório, as críticas de que o texto retira direito dos trabalhadores.

Nesta terça-feira (30), o esquema de segurança da comissão foi reforçado.

A oposição conseguiu ainda fazer com que Ricardo Ferraço fizesse uma leitura resumida do seu relatório, o que não havia acontecido na semana passada. Enquanto presentes e senadores aguardavam o início da sessão que votará o parecer da reforma trabalhista, seguranças do Senado tentaram retirar um presente à força.

Diante dos confrontos, o presidente da comissão, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), decidiu interromper a reunião e considerar lido o relatório de Ferraço, mesmo sem a efetiva leitura do documento. Enquanto era carregado para fora da CAE, o homem protestou e disse que tinha direito de permanecer na sala. As senadoras Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentaram questão de ordem contra o andamento da matéria na CAE.

A sessão no colegiado iniciou às 10h16, com os ânimos mais moderados do que na confusão da última semana. O presidente da CAE disse que foi confrontado por senadores de opoisção com "dedos em riste" e que o microfone da presidência foi arrancado da mesa.

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