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Preços do petróleo fecham em alta estimulados pela Opep

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"A extensão de nove meses já estava bem precificada nos mercados", afirmou Kyle Cooper, consultor do Ion Energy Group em Houston.

"Para a Petrobras é muito interessante e muito positivo, e certamente o nível de preços perto de 54 dólares, esse valor é bem superior que o valor do ano passado", declarou ele a jornalistas nesta quinta-feira.

Os futuros de petróleo operam em baixa significativa, revertendo ganhos exibidos durante a madrugada, após o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, sugerir que os atuais cortes na produção da commodity não serão estendidos por mais do que nove meses.

Questionado sobre as vantagens que os países lusófonos produtores de petróleo poderão ter por estarem no cartel, José Lagarto respondeu: "Os países lusófonos produtores de petróleo terão as mesmas vantagens e/ou desvantagens de qualquer país cuja economia assente principalmente na exploração de crude".

A informação de que a Opep vai prolongar os cortes de produção por nove meses, até março de 2018, decepcionou alguns investidores, que esperavam que a Opep pudesse reduzir a produção ainda mais para enxugar os estoques mais rapidamente.

Assim como foi acordado na primeira vez, os cortes deverão ser divididos entre os países membros e outros de fora do cartel, como a Rússia, que reduziu sua produção em janeiro e já sinalizou que aceitaria continuar com os cortes até o próximo ano.

Um delegado da Organização disse, no entanto, que um corte mais substancial é improvável. "O mercado é grande o suficiente para absorver o aumento na produção de xisto em 2017", disse Falih.

Em novembro de 2016, as reservas atingiam 2991 milhões de barris só nos países mais desenvolvidos, mais 271 do que a média dos últimos cinco anos. "Temos de dar algum tempo ao mercado", acrescentou Suhail Al Mazrouei, citado pela agência Bloomberg.

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