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NATO inaugura novo quartel-general, Trump e Merkel dois memoriais

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Donald Tusk com Donald Trump em Bruxelas

Primeiro coube à chanceler Merkel inaugurar o memorial com um pedaço do muro de Berlim, de seguida a Trump descerrar o monumento a recordar o ataque às "torres gémeas" - um destroço da torre norte do World Trade Center -, ataque que levou a que tenha sido acionado pela primeira e até agora única vez o artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte, que requer que os Estados-membros auxiliem qualquer membro que esteja sujeito a um ataque armado.

O presidente americano preferiu, contudo, manter a pressão, pedindo a seus aliados que invistam pelo menos 2% de seu PIB nacional em defesa e marcando suas prioridades para "a Otan do futuro": fazer mais contra o terrorismo, em relação à imigração e diante "das ameaças da Rússia".

Ao longo do dia de hoje, ativistas e pacifistas de diversas organizações participaram numa "contra-cimeira" para manifestarem a sua oposição à militarização e como resposta à cimeira que o Presidente norte-americano, Donald Trump, e os líderes da Aliança Atlântica realizam em Bruxelas.

Esta fonte diplomática explicou que os embaixadores concordaram com "um plano de ação contra o terrorismo", que inclui "a entrada da Otan na coalizão internacional contra o EI e uma expansão dos voos Awacs".

Trump referia-se ao compromisso, assumido na cimeira da NATO no País de Gales, em 2014, de, no espaço de uma década, todos os aliados destinarem 2% do respetivo Produto Interno Bruto (PIB) a despesas militares.


"Comitiva Trump reunida com responsáveis da União Europeia

Após essa segunda reunião, Tajani destacou que "foi um encontro positivo que dilui as preocupações que haviam na Europa de que Trump queria ficar longe de nós".

Os dois grandes temas em agenda são o aumento das despesas em Defesa pelos europeus e canadianos e um papel maior da NATO no combate ao terrorismo e ao grupo extremista Estado Islâmico. Segundo ele, a colaboração de todos visa garantir a defesa comum perante as "muito reais e ferozes ameaças atuais". "Primeira-ministra [britânica Theresa May], todas as nações choram hoje com você e estão junto com você", assegurou.

Trump defendeu a "eliminação" dos extremistas, aos quais qualificou de "assassinos" e voltou a chamá-los de "perdedores", como fez após o atentado de Manchester.

"Os supostos vazamentos por parte de agências do governo são profundamente preocupantes", disse Trump no comunicado, de acordo com a Reuters. A este respeito, o presidente americano prometeu uma "completa investigação".

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