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Polícia espanhola prende ex-presidente do Barcelona por contrato ilícito com CBF

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El logotipo del FC Barcelona sobre el césped del estadio

Esse acordo de patrocínio - que ascendeu a 160 milhões de dólares - chegou inclusivamente a ser investigado pela justiça dos Estados Unidos da América. A investigação nos EUA descobriu indícios de movimentações de contas em Espanha e abriu caminho para a descoberta de uma rede desenhada por Rosell para ocultar dinheiro.

Os agentes que estão à frente das investigações estiveram nas residências e nos escritórios de Rosell em busca de documentos e informações.

A imprensa espanhola indica que buscas também poderiam estariam acontecendo no Brasil, relacionadas ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Chamada de "Operação Jules Rimet", a iniciativa ocorre após investigações de lavagem de dinheiro por parte do ex-cartola. O sucessor de Teixeira na CBF, José Maria Marin, está detido na Suíça a aguardar extradição para os EUA por ter estado envolvido no escândalo de suborno de seis dirigentes da FIFA.

A parceria Rossell e Teixeira começa quando a Nike contrata o dirigente catalão para ser seu diretor nos negócios da Seleção, no fim dos anos de 1990.

Essas ligações ao Brasil facilitaram a ida de Ronaldinho Gaúcho para o Barcelona em 2003, altura em que Rosell era vice-presidente dos "blaugrana", então liderados por Joan Laporta. Antes, eram aliados, depois se tornaram inimigos políticos. Segundo as notícias publicadas, este caso não está relacionado com outra investigação de que Rosell é alvo e que diz respeito à contratação de Neymar.

Eles acrescentaram que as autoridades estavam reunindo evidências de que os subornos foram pagos a pessoas que ilegalmente organizavam as vendas de direitos e que também estão investigando alegações de lavagem de dinheiro com os lucros do esquema. Tal empresa, que não tinha histórico na organização de eventos desse tipo - foi criada apenas cinco meses antes do evento -, teria recebido R$ 9 milhões pelo trabalho na partida.

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