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Crise atrasa reforma da Previdência

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Joesley e Henrique Meirelles parceria antiga

A política econômica vai continuar, disse nesta terça (23) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em evento em São Paulo. Para Meirelles, a aprovação sinaliza o comprometimento do Legislativo com a agenda econômica do governo.

"A última coisa que nós precisamos agora é a economia começar a ter problema porque temos aí essas questões que estão sendo discutidas na área da política", disse o ministro, que voltou a afirmar que o país "já está em trajetória de crescimento". A crise gerada pelo escândalo deve atrasar um pouco mais a aprovação das reformas, que têm gerado insatisfação entre os brasileiros e fez a popularidade de Michel Temer despencar nas últimas pesquisas. O "candidato" preferencial de profissionais do mercado financeiro é Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

"O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que espera para o início de junho colocar em votação a reforma da Previdência".

Em teleconferência com investidores na segunda-feira, Meirelles também ressaltou a importância das reformas. "Não vamos achar que é pouca coisa a aprovação do teto de gastos". "Minha opinião é em termos de semanas", disse ao investidor. "Eu aposto no futuro do Brasil e estou trabalhando dia e noite nesta direção".

Meirelles discursou durante o seminário Financiamento e Garantias para a Infraestrutura, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento e Indústria de Base (ABDIB) na capital paulista, e deixou o local sem falar com a imprensa.

Entre as mudanças para melhorar a produtividade do país e reduzir a burocracia, Meirelles citou medidas em estudo para reduzir o tempo de abertura de empresas, simplificação do pagamento de tributos e maior facilitação para os procedimentos de importação e redução.

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