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Chefes de Estado estão em Pequim para cúpula sobre infraestrutura

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Projeto engloba área onde vivem 60% da população mundial

Focada em países asiáticos, europeus e africanos - embora as autoridades chinesas já tenham clarificado que não pretendem excluir o continente americano -, a iniciativa "Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI", conhecida na versão simplificada como "Uma Faixa, uma Rota" ("Belt and Road" na versão inglesa) é um gigante plano de infra-estruturas, que inclui ligações rodoviárias, ferroviárias e portuárias. Evidenciando as clássicas preocupações com questões de direitos humanos e ambientais, mas também por dúvidas sobre o ensejo de exportação do modelo de desenvolvimento chinês, assinala a Reuters, também os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha decidiram não enviar representantes de topo.

Pequim, 14 mai (Lusa) - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou hoje, em Pequim, que a ascensão da China demonstra que já estamos num novo mundo multipolar, mas que este "não garante a paz nem a prosperidade" globais.

Também conhecido como "Um Cinturão e uma Rota", o projeto é "complementar" com iniciativas na região eurosiática a fim de melhorar as conexões e promover o comércio e desenvolvimento.

"A Grã-Bretanha está pronta para trabalhar com todos os países participantes para fazer o Cinturão e Rota um sucesso", disse.

Por sua vez, Gentiloni disse que seu país está disposto a "participar da cooperação no marco das Novas Rotas da Seda, especialmente em matéria de infraestrutura", uma iniciativa que qualificou como "um sinal positivo para a economia mundial e o comércio internacional".

O presidente da República Tcheca, Milos Zeman, felicitou a China por este projeto de longo prazo.

O próximo fórum internacional da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (One Belt, One Road) está previsto para ocorrer na China em 2019.

O presidente da Turquia, Recep Erdogan, destacou em seu discurso que o centro de gravidade do mundo em termos econômicos está se movendo para o Oriente, com o crescimento acelerado da Ásia. "É fundamental que a iniciativa seja benéfica para todos e esteja baseada na estabilidade".

A iniciativa diplomática e econômica da China no evento é conhecida como Um Cinturão, Uma Rota, que prevê a construção de portos, ferrovias, oleodutos e parques industriais, além de reorientar o comércio chinês rumo à Eurásia, ao Sudeste Asiático e à África. A Euronews, que a propósito deste fórum aludiu às reservas da Comissão Europeia, pela voz do vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, relativas à transparência de acesso das empresas estrangeiras ao mercado chinês, relata os receios de "uma tentativa de 'colonização' por parte da segunda maior potência económica mundial".

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