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Ciência

Ciberataque obrigou Microsoft a atualizar versões abandonadas do Windows

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Letreiro do NHS o sistema nacional de saúde britânico em Londres em 8 de março de 2017- AFP  Arquivos

"Até o ataque deste final de semana, a Microsoft se negava a confirmar isso oficialmente, uma vez que o governo dos EUA se recusva a negar ou confirmar que esse exploit era deles", afirmou o ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, em seu perfil no Twitter. "Os governos do mundo devem tratar este ataque como um alerta", escreveu o presidente e diretor jurídico da Microsoft, Brad Smith, em um blog.

A Microsoft reativou uma atualização para ajudar os usuários de algumas versões do seu sistema operacional Windows a evitarem o ataque informático que usa o vírus 'WannaCry'.

A empresa disponibilizou em Março os "patches" - ou pacotes de software que reparam as vulnerabilidades a que este software recorre para funcionar -, mas muitos dos clientes não actualizaram os seus sistemas, o que os fragilizou e permitiu a acção dos programas maliciosos. Segundo a Microsoft, uma convenção global deveria exigir que países "relatem vulnerabilidades para as empresas, em vez de guardá-las, vendê-las ou explorá-las". Na Austrália, apenas três pequenas e médias empresas ficaram sem acesso aos seus sistemas esta segunda-feira.

No caso da última vaga de ransomware, a empresa responsabiliza a NSA pelos açambarcamento de informação mas generaliza e considera que esta prática de por parte dos Estados é um grande problema.

"Nós já vimos vulnerabilidades guardadas pela CIA aparecendo no WikiLeaks, e agora essa vulnerabilidade roubada da NSA afetou consumidores ao redor do mundo".

"O equivalente com armas convencionais seria o roubo de mísseis do Exército americano". "Aparentemente, o número de vítimas não aumentou e a situação parece estável na Europa", declarou nesta segunda-feira à AFP o porta-voz da Europol, Jan Op Gen Oorth.

Segundo informou o diretor da Europol à BBC, o ransonware foi criado para "infectar um computador e rapidamente se espalhar por redes", e acrescentou: "É por isso que o número (de pessoas afetadas) cresce a todo momento".

Na sexta-feira, uma série de agências e empresas em todo o mundo, incluindo o serviço nacional de saúde do Reino Unido, tiveram a sua actividade interrompida pelo malware.

À AFP, Becky Pinkard, da empresa de cibersegurança britânica Digital Shadows, explica que é fácil para os hackers responsáveis ou para "autores de imitações" alterarem o código do vírus, pelo que se torna difícil proteger os computadores contra este malware.

Há fortes apreensões de que uma segunda vaga de ataques possa desenrolar-se esta segunda-feira, com o regresso ao trabalho de muito funcionários e activação de muitos PC.

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