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Desemprego ainda está elevadíssimo, mas começará a cair no 2º semestre — Meirelles

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Henrique Meirelles:

A recessão que encontramos foi maior que a depressão de 1930 e 31. Para Meirelles, a economia brasileira entra em uma trajetória de crescimento sustentável, diferente do passado quando "existiam injeções artificiais de crédito" que funcionavam apenas temporariamente.

O ministro da Fazenda fala ainda sobre a redução da inflação, que atingiu 9,28% em 12 meses em maio de 2016 e agora está em 4,08%, abaixo do centro da meta (4,5%). No discurso, em evento no Rio, o ministro disse que há evidências de que a economia cresceu no primeiro trimestre, como os indicadores de consumo de energia, produção de aço e de automóveis e de papelão ondulado. O País, segundo Meirelles, recuperou a confiança de investidores, empresários e das famílias - uma retomada puxada pelas medidas implantadas pelo governo para modernizar o Brasil e a economia. "A inflação cai, refletindo a situação do país", acrescentou. "É a previsão da maioria dos economistas", disse o ministro, ressaltando que a expectativa é baseada em projeções do mercado e não da Fazenda. Ao comentar a perspectiva de crescimento no primeiro trimestre durante o discurso, Meirelles destacou o "desempenho excepcional" da agricultura. "Agora nós já saímos do fundo do poço". Meirelles destacou que o crescimento da agricultura se deu com investimento de capital, tecnologia e inserção internacional. Com isso, Meirelles afirma que o emprego vai reagir no segundo semestre. Em entrevista, o ministro previu que uma melhora do emprego ficará para o segundo semestre do ano. "A crise histórica é uma histórica", afirmou Meirelles.

Temer qualificou o atual momento do país como o de "democracia da eficiência" e disse que o governo leva adiante a "importantíssima" agenda de reformas. A avaliação foi feita após ser questionado a respeito da operação da Polícia Federal desta sexta, a respeito de aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na JBS. "Precisamos resolver esse problema para não quebrar", afirmou, em participação no programa "Agora Brasil", na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Em sua visão, isso está acontecendo porque o governo está enfrentando "questões fundamentais, fiscal, pela primeira vez em décadas, a questão da produtividade na economia". A respeito da liberação de empréstimos pelo BNDES, disse que a retomada da economia vai gerar a retomada de projetos. Ele disse que um dos pontos fortes da administração do BNDES hoje é a "capacitação técnica e alta reputação" de Maria Silvia.

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