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Itaú Unibanco adquire participação minoritária na XP Investimentos — Fato Relevante

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O Itaú Unibanco fez oferta para adquirir parte da corretora XP Investimentos- LUIZ SETTI  ARQUIVO JCS

A XP Investimentos pediu registro para uma oferta inicial de units (IPO, na sigla em inglês), nesta quarta-feira, horas depois de admitir que conversa com o Itaú Unibanco sobre uma possível venda de participação na companhia. Com a transação, o maior banco privado do país reserva seu espaço no processo de desbancarização em curso.

O aporte será usado entre outros fins para ajudar a XP a pagar compra da corretora Rico, anunciado em dezembro, e para ampliar o capital de giro, disse Bracher. "Com essa associação, vamos garantir a continuidade do modelo de negócio da XP com total independência de gestão e, assim, contribuir para o crescimento da empresa e geração de valor ao acionista", afirma Candido Bracher, Presidente do Itaú Unibanco.

Até lá, no entanto, o Itaú se compromete a aumentar sua participação no capital total para 64,2% em 2020 e para 74,9% em 2022, com 49,9% das ações ordinárias.

Na mesma lista de condições, ele elencou a independência operacional e livre competição entre as empresas; manutenção dos pilares de posicionamento da XP, como assessoria personalizada, plataforma aberta e taxa zero; fortalecimento do assessor de investimentos (agente autônomo de investimentos); e preservação dos acordos comerciais com nossos parceiros.

A XP, fundada em 2001, é liderada por Guilherme Benchimol e tem a participação do fundo de investimento americano General Atlantic em seu capital.

A expectativa dos sócios era que a oferta de ações jogasse o valor de mercado da XP para cerca de R$ 12 bilhões.

- O Itaú vai ser apenas um investidor minoritário.

O acordo assinado permite que os atuais sócios fiquem no comando da XP até 2033, quando o Itaú terá a opção de adquirir o controle.

Convencer os clientes disso será um dos principais desafios da corretora, que nos últimos anos iniciou agressiva campanha de marketing para persuadir investidores a deixar os grandes bancos. Na avaliação feita pelo Itaú, o valor total da XP foi definido em R$ 12 bilhões, número que reflete um múltiplo de preço sobre o lucro estimado para 2018 em 20 vezes.

A lógica é que, com a XP, o Itaú passará a abocanhar indiretamente um pedaço dos ativos que estão sob custódia de seus concorrentes, sejam eles bancos ou outras corretoras independentes.

O negócio está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.

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