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Cesta básica sobe em todas as capitais do país em abril

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Os produtos que registraram queda nos preços foram o óleo, feijão e a farinha de trigo

Em sentido oposto, houve queda de preços da banana (-4,44 %), seguido pela manteiga (-2,57%), feijão (-2,03%), óleo de soja (-1,74%), açúcar (-1,40%) farinha (-0,94%), pão (-0,51%), leite (-0,29%) e café (-0,15%).

No acumulado dos últimos 12 meses (de março de 2016 a abril de 2017), 20 cidades registraram alta na cesta. E ainda considerando o valor atual do conjunto de alimentos em Cuiabá, em R$ 411,41, a aquisição deles equivalem a 47,73% do salário mínimo. As menores elevações foram observadas em Goiânia (0,13%) e São Luís (0,35%).

Em abril de 2017, o trabalhador curitibano remunerado pelo salário mínimo comprometeu 94 horas e 59 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essencial, tempo superior às 91 horas e 28 minutos exigidas em março de 2017.

O custo da Cesta Básica do município de Vitória registrou alta de 3,80% no mês de abril, passando de R$ 415,75 em março de 2017 para os atuais R$ 431,54, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos Escritório Regional do Espírito Santo (DIEESE).

Em Porto Alegre, foi registrada a cesta mais cara (R$ 464,19), seguida por Florianópolis (R$ 453,54), Rio de Janeiro (R$ 448,51) e São Paulo (R$ 446,28).

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Principais produtos responsáveis pela inflação foram a batata, com alta de 18,72% e o tomate, com 15,97%.

O cálculo considera a determinação constitucional de que o mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Já o preço do arroz diminuiu em 23 capitais, com variações entre -7,36%, em Campo Grande, e -0,25%, em Teresina. Em 12 meses, a alta chegou a 9,85% - segunda mais expressiva entre as capitais monitoradas. Rio Branco (R$ 333,18) e Aracaju (R$ 363,87) foram as cidades com os menores valores. Esse valor equivale a, aproximadamente, 1,20 vezes o salário-mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 937,00.

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2017, 11 capitais registraram queda no preço da cesta, com destaque para Rio Branco (-13,33%), Manaus (-5,34%) e Maceió (-4,32%). Já os aumentos foram registrados nas outras 16, sendo que os mais expressivos ocorreram em Fortaleza (7,33%), Recife (5,97%) e Teresina (4,84%). As reduções ocorreram em sete capitais, com destaque para Belém (-3,49%), Macapá (-3,28%) e Rio Branco (-3,11%).

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