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Campeão gaúcho, técnico do Novo Hamburgo exalta 'conquista do interior'

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Estádio Centenário na Serra receberá a final do campeonato

Desde o Caxias, campeão gaúcho em 2000, um clube do Interior não conquistava o título.

No placar final, Novo Hamburgo 3 a 1, deu ao Anilado o primeiro título gaúcho de sua centenária história.

Disputas intensas, entradas duras e discussão entre os dois lados vinham marcando a primeira etapa, mas o Novo Hamburgo, bem postado dentro de campo, se sobressaiu sobre a qualidade colorada com o fato de estar um time mais organizado.

A desorganização do Inter, então, virou lambança aos 21: Assis cruzou na área e Ernando, mesmo pouco pressionado, cabeceou contra o próprio gol, sem qualquer chance para Danilo Fernandes. Assim, mesmo sem estar plenamente recuperado de uma fratura no pé, Danilo Fernandes teve de ir a campo.

Foi do garoto de Pelotas o chute do desabafo vermelho, do gol aos 3 minutos da segunda etapa, quando o Inter partiu pra cima no peso da camisa. Na disputa de pênaltis, D'Alessandro, Nico López e Cuesta perderam as cobranças pelo Internacional. Nico recebeu na entrada da área e rolou para Brenner, mas antes do centroavante finalizar, o assistente apontava impedimento. Já aos 11 foi a vez de Preto assustar na bola parada pelo lado do Novo Hamburgo. Três minutos depois, D'Alessandro cobrou falta e só não correu para o abraço, porque Matheus voou para espalmar. D'Alessandro também teve grande oportunidade aos 23, dentro da área, mas desperdiçou. Aos seis minutos, Brenner reclamou pênalti do lateral Léo. Após a reclamação de pênalti, o árbitro ameaçou expulsar o treinador. 1-1, 49 min, Rodrigo Dourado.

O empate colorado aconteceu logo aos três minutos do segundo tempo. A equipe só foi chegar aos 36, em chute de Nico López para fora, sem muito perigo. Júlio Santos apareceu para afastar e evitar o gol.

Nos minutos seguintes, o Novo Hamburgo equilibrou o jogo e teve chances para marcar. A bola tirou tinta do travessão de Matheus. Na marca dos 46, William recebeu de D'Alessandro e se enrolou para finalizar. Cuesta acertou o travessão também.

Além da calma e tranquilidade, Matheus, junto com Júlio Santos, era a voz da clareza e orientação à zaga. Só que o goleiro Matheus saiu no abafa e salvou o Noia para levar a decisão para os pênaltis. William descontou na quarta cobrança e até deu esperança para a torcida, mas Pablo converteu e deu números finais à partida. E nesse aspecto, o da esperança e da garra, o jovem Dourado foi o melhor exemplo do contágio positivo que o Inter precisará ter para encarar agora o restante do ano. Deus coroou o Novo Hamburgo pelo trabalho muito sério. O Anilado criava suas chances pelo lado esquerdo, o qual foi a sua principal arma durante o primeiro tempo.

NOVO HAMBURGO: Matheus Cavichioli; Léo, Júlio Santos, Pablo e Assis; Amaral, Renan Ribeiro, Jardel e Juninho Silva; Branquinho e João Paulo.

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