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Equipe econômica ainda calculará impacto de novas mudanças na reforma — Meirelles

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Atividade econômica deve cair no 2º trimestre diz Henrique Meirelles

Esse nível de mudanças estaria dentro do padrão internacional e era esperado pelo governo, disse o ministro.

Durante o evento, o ministro argumentou que o governo está sendo "absolutamente transparente" nas publicações e divulgações sobre a reforma da Previdência.

"O efeito acumulado durante 10 anos mostra que o projeto, como está hoje, definido pelo relatório que está sendo votado na Câmara e nas próximas semanas no Senado, assegura cerca de 75% das economias fiscais que estavam previstas no projeto original".

"Uma série da indicadores, como consumo de energia, transporte de cargas, aumento do fluxo de veículos pesados e produção de aço, entre outros, que demonstram que a economia está crescendo e deve ter atingido um crescimento anualizado de 3% no primeiro semestre", disse durante palestra no 9º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, realizado em Brasília. Por isso, seria precipitado falar em revisão da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) para este ano, que é da ordem de 0,5%.

Ao final da entrevista, Meirelles foi questionado se a recuperação da economia este ano o alçaria à condição de presidenciável nas eleições de 2018.

Os investimentos, em contraponto, têm um espaço reduzido.

O ministro da Fazenda observou ainda que os investimentos públicos do governo federal são de apenas 1% do PIB e representam 5% das despesas primárias em 2016. Por isso, o governo depende do interesse do setor privado para ampliar os investimentos em infraestrutura.

O vice-presidente para a América Latina e Caribe do Banco Mundial, Jorge Familiar, disse que a retomada da economia na região deve favorecer a retomada dos investimentos em infraestrutura, tais como em mobilidade e saneamento. "As empresas começam a recuperar, começam a vender mais, começar a usar mais intensamente a força de trabalho e, depois, no devido tempo, começam a contratar", argumentou.

"É um ritmo normal de atividade econômica".

"Agora, com política monetária adequada, política fiscal responsável e aprovação da reformas, todos os agentes econômicos estão ajustando expectativas a ajuste fiscal bem sucedido, país organizado, o que permite queda de inflação e da taxa de juros, outro item importante para o Brasil voltar a crescer", afirmou. Este ano, no segundo semestre, esperamos já ter um crescimento do emprego, e a indústria vai sentir antes.

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