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Papa Francisco envia carta a Temer e comenta crise

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Francisco também cobrou cuidado com população carente no País

De uma forma mais polida, Papa Francisco respondeu sobre a visita ao golpista Michel Temer mais ou menos assim: nem a pau, Juvenal! Após receber uma nova recusa do pontífice, o prefeito tucano tenta beijar sua mão, mas fica no vácuo.

O prefeito paulistano -que estava acompanhado de sua mulher, Bia Doria, e sua filha Carolina- criticou o Vaticano. "Mas quem sou eu para julgar o papa?", comentou Doria. Mas, em uma carta enviada nesta terça-feira (18), o líder católico afirmou que não virá ao Brasil, e ainda cobra o presidente para tomar cuidado "da população carente".

"Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo". Por fim, ao entregar a bandeira brasileira a ele, disse: "'Santo padre, eu gostaria de pedir, em nome do povo brasileiro, que o senhor pudesse revisar sua decisão de não ir ao Brasil no próximo mês de outubro", contou Doria em seu Facebook. Em diversas ocasiões, desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 31 de agosto do ano passado, a CNBB e outras entidades da Igreja no Brasil tem divulgado notas oficiais demonstrando preocupação com as consequências da agenda de reformas apresentada pelo governo Temer e a forma como a nova gestão tem se relacionado com agendas cruciais de diversas minorias no país.

"Voltar atrás é prova de grandeza e eu espero que ele possa revisar essa decisão, independentemente de seguir por Argentina, Uruguai, Colômbia", completou.

Questionado se poderia ser o novo Berlusconi do Brasil –referencia ao empresário e ex-premier Silvio Berlusconi–, que dominou a cena política italiana por duas décadas após o fim da Operação Mãos Limpas–, Doria disse "declinar da comparação": "Não tenho nada com o Berlusconi nem com a sua atitude nem com as suas práticas".

"São Paulo é a maior cidade de concentração italiana fora da Itália".

Na Itália, onde foi realizada a Operação "Mãos Limpas", que inspirou a "Lava Jato", Doria disse que ela ajudará o Brasil "a ser um país melhor". Ali, Doria participará do 5º Seminário Luso Brasileiro de Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa. "Já solicitamos recursos no encontro que tivemos com ele em São Paulo, há duas semanas, para a área de saúde e vamos dar continuidade a esse entendimento em reunião no dia 17", disse.

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