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Saúde

Mãe da jovem de 17 anos que morreu com sarampo é antivacinas

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Luís Barra

A jovem de 17 anos que morreu, na madrugada desta quarta-feira, vítima de Sarampo não estava vacinada, confirmou o Ministro da Saúde. Não estava vacinada e acabou por não resistir às complicações do seu estado de saúde.

Adalberto Campos Fernandes apelou ao fim do combate entre a ciência e a opinião e insistiu numa mensagem de tranquilidade, tal como o diretor-geral da Saúde, Francisco George. "A jovem não estava protegida do ponto de vista imunitário", disse o ministro a imprensa.

A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC - Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral - complicação respiratória do sarampo.

A doente fora contagiada com sarampo por uma bebé de 13 meses no Hospital de Cascais, onde estava a ser tratada inicialmente a uma mononucleose.

Desde janeiro foram notificados 23 casos de sarampo no país, o que ultrapassa os da última década, segundo dados de vários relatórios da DGS. As escolas estão em alerta com a epidemia de sarampo.

O número de casos existentes este ano leva a Direção-Geral de Saúde (DGS) a advertir "para a necessidade dos pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país". "Mas não vamos temer uma epidemia de grande escala".

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). Além disso, o diretor-geral de saúde revelou também que há "uma reserva estratégia de 200 mil doses de vacinas" disponível para todos os adultos com menos de 40 anos que, não estando vacinados, o queiram fazer. "Para circular é preciso encontrar terreno favorável e nós não temos terreno favorável", explicou.

Mãe da jovem de 17 anos que morreu com sarampo é antivacinas, destaca o jornal Expresso na sua edição online. Houve ainda oito casos suspeitos, mas as análises feitas pelo Instituto Ricardo Jorge deram negativo para sarampo. "É tempo de parar com a opinião e a especulação sobre a evidência científica", afirmou o governante.

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