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OPERAÇÃO CONCLAVE PF investiga transações entre Banco Panamericano e Caixa

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Irmão de Silvio Santos Henrique Abravanel é alvo da PF em ação realizada nesta quarta que investiga fraudes envolvendo banco Panamericano.		Divulgação  SBT

O empresário Henrique Abravanel, irmão do apresentador Silvio Santos, é um dos alvos da Operação Conclave da Polícia Federal. As investigações ocorrem em mais quatro estados e no Distrito Federal e apuram se houve fraude na aquisição de ações do Banco Panamericano pela Caixa Econômica Federal.

Em 2011, o Panamericano foi vendido por R$ 450 milhões, e foi acertada pelo BTG Pactual.

Estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília -30 em São Paulo, seis em Brasília, um em Belo Horizonte, um em Recife e dois em Londrina.

Ainda segundo a corporação, os investigados devem responder por gestão temerária ou fraudulenta.

Henrique foi membro do Conselho de Administração do Panamericano durante a gestão da família Abravanel.

Em 2009, a Caixa adquiriu 35% do capital social do Panamericano (49% do capital votante e 20% do não votante) com planos de expandir o crédito imobiliário para o segmento de baixa renda. Ainda, os investigadores analisam se o negócio acarretou prejuízo ao banco, a seus correntistas e clientes.

Responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e demais documentos de ações do Banco Panamericano pela Caixa.

Se no ano passado, em outubro, o Ministério Público Federal (MPF) concluiu que oito ex-diretores e o chefe de contabilidade do banco cometeram crimes financeiros e lavagem de dinheiro, entre 2007 e 2010, pedindo as suas condenações, agora, o próprio irmão de Silvio Santos é investigado.

O nome da operação faz referência ao processo de escolha do Papa.

Mais cedo, o Banco Pan informou ao mercado que atendeu em sua sede nesta quarta a Polícia Federal e que está colaborando com as investigações.

A reportagem entrou em contato com as assessorias do banco BTG Pactual e do banqueiro André Esteves, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O advogado de Esteves, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que ainda está levantando informações sobre a operação. A vara da qual saiu essa decisão é no mesmo local onde já está o material apreendido antes. "Tanto é que tudo que foi feito será colocado à disposição das autoridades para que sejam apurados os fatos", afirmou Derziê, após participar de seminário na sede da Firjan, no Rio.

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