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Desempregados inscritos. Março regista maior redução de sempre

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Desemprego no Norte abaixo da barreira dos 200 mil pela 1ª vez desde 2009

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em comparação com o mês anterior, o número total de desempregados registados em março recuou 3,3%, o que representa menos 16.155 pessoas. O número de inscritos é o mais baixo desde fevereiro de 2009. A Madeira acompanha a tendência de descida, mas com uma redução menos acentuada: em Março havia 19.971 madeirenses à procura de emprego, menos 12,6 por cento do que no mesmo mês do ano passado.

O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego baixou 18% em março, para os 471,5 mil desempregados.

Estes dados dizem respeito ao número pessoas desempregadas no final de cada mês, um indicador que é influenciado pela dinâmica do mercado de trabalho, pela maior ou menor participação dos desempregados em políticas e medidas activas de emprego e pela anulação administrativa de desempregados dos ficheiros.

Na região Norte, o desemprego ficou abaixo dos 200 mil desempregados pela primeira vez nos últimos oito anos, com um total de 196 mil desempregados e depois de ter estado acima dos 300 mil em 2013.

O IEFP divulga um outro número, relativo ao número de pessoas que se inscreveram nos centros de emprego ao longo do mês, e que dá uma imagem mais próxima do que está a acontecer. Em termos homólogos, apenas a região Norte apresentou uma subida de 0,7% nas novas inscrições de desempregados. Além disso, há mais desempregados em Portugal do que aqueles que estão inscritos no IEFP.

Assim, no final de março, estavam inscritos menos 1.979 casais do que no mês homólogo de 2016 e menos 280 casais do que em fevereiro deste ano.

Esta situação (redução do número de desempregados no mês, ao mesmo tempo que há mais inscritos) poderá explicar-se com as ofertas e as colocações de emprego registadas em março. A compensar este movimento estão as colocações de desempregados, que também diminuem face ao mesmo mês de 2016, mas aumentam de forma significativa em relação a Fevereiro (mais 48%).

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