olemenews.com

Nacional

Marcelo contraria "indignação" de Belém para com o BCE

Share
Miguel Silva

Avisou, contudo, que "se esses programas não incluírem as medidas exigidas, o procedimento de desequilíbrio excessivo poderá ser iniciado em maio". Em Belém, sente-se "indignação" com esta possibilidade. Só que, entretanto, Marcelo frisou à publicação, que é "o único porta-voz de Belém" e que prefere "não dar grande importância" a um "relatório técnico".

O Presidente da República contraria assim as supostas declarações de indignação face à possível multa do BCE, avançada também pelo Expresso.

"Só um hiperotimista e hiperirritante poderia acreditar quem em quatro ou cinco meses se resolveriam os problemas estruturais do país", concluiu, revelando ainda que o português Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, explicou ao primeiro-ministro que "não participou de forma alguma na elaboração do relatório ou em qualquer reunião onde ele tivesse sido discutido".

"O Presidente da República é o único porta-voz de Belém e esclarece que não se pronunciou sobre qualquer pretensa ameaça do BCE de multas a Portugal", demonstrando que "não tem o mínimo fundamento a notícia relativa a reações de Belém quanto à pretensa intenção do Banco Central Europeu", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Tal como o Jornal de Negócios noticiou, o Banco Central Europeu considerou esta segunda-feira que Portugal não adoptou nos últimos três anos as reformas e as medidas necessárias para corrigir desequilíbrios ao nível macroeconómico. Ora, o procedimento aos desequilíbrios macroeconómicos prevê sanções anuais na ordem dos 0,1% do PIB o que, contas feitas, seriam 190 milhões de euros.

A classificação de "desequilíbrios económicos excessivos" foi proposta em Fevereiro pela Comissão Europeia e é a mais negativa desta fase. Marcelo Rebelo de Sousa pretende abordar os principais temas em debate em Bruxelas, tais como o recém apresentado Livro Branco da Comissão Europeia, o processo de negociação do Brexit ou a gestão da crise de refugiados e migrações.

Lembre-se dos argumentos que o primeiro-ministro, António Costa, deu ao ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, que acautelou Portugal a fazer de tudo para evitar novo resgate. Estes são os números. "E contra factos não há argumentos", declarou António Costa.

Share