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Taxa Selic pode chegar ao menor nível em 2 anos

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Banco Central deve reduzir Selic para 12,25%

Pela quarta vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira, com unanimidade, cortar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros da economia brasileira, que passou de 13,00% para 12,25% ao ano.

Com o cenário que ainda persiste no Brasil, de elevado endividamento das famílias e empresas e de grande número de desempregados, continuamos acreditando que o Banco Central poderia adotar uma postura mais agressiva no corte dos juros, para que a Selic possa chegar ao nível de um dígito ainda neste ano.

Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, a inflação deve encerrar o ano a 4,43%. Em janeiro, o IPCA - índice oficial - registrou o menor nível da história para o mês em quase 40 anos.

Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, o BC manterá o corte de 0,75 ponto percentual até o último trimestre deste ano, quando vai reavaliar o ciclo de afrouxamento monetário. De acordo com o IBGE, a inflação nos últimos doze meses, até o 14 de fevereiro, foi de 5,02%, taxa de crescimento bem próxima da meta de inflação para 2017. A previsão está em linha com as projeções de mercado.

Apesar do ritmo de atividade estar abaixo do previsto, o Copom afirma que é esperada uma recuperação econômica ainda para este ano, com estabilidade prevista a curto prazo. Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos.

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. No crédito imobiliário, a compra pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tem agora taxa mínima de 10,80% e máxima de 11% ao ano. O Copom justificou, em nota, que levou em conta a queda da inflação para reduzir os juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem.

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