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"3%": 5 motivos para ver primeira série brasileira da Netflix

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"3%", a primeira série brasileira do canal de streaming, também está disponível no catálogo da plataforma desde a madrugada. Com 8 episódios na primeira temporada, o enredo narra um futuro distópico em que a grande parte da população vive em um lugar devastado e com crise de vários recursos. A única oportunidade de passar de um lugar (Continente) para o outro (Mar Alto) é enfrentar, aos 20 anos, um processo seletivo competitivo, injusto e desumano, onde apenas 3% dos candidatos são aprovados. Criada por Pedro Aguilera e dirigida por César Charlone, a série possui altíssimas expectativas por parte do público.

Mas ali conheceram o produtor Tiago Mello, que comprou a ideia e, cinco anos depois, emplacou a série na Netflix -não sem antes amargarem rejeições em uma série de canais pagos (97% deles?).

Definido pelo Netflix como "um thriller que retrata um mundo dividido entre progresso e devastação", o programa será protagonizado pelos atores brasileiros João Miguel (Estômago) e Bianca Comparato (A Menina Sem Qualidades). "O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e, de alguma forma, na série essa desigualdade está totalmente cristalizada dentro do sistema". E, graças a esse esforço, o material foi descoberto por Erik Barmack, vice-presidente de séries internacionais da Netflix, que anunciou no ano passado que "3%" viraria a primeira produção da empresa no Brasil. Porém, apenas 3% conseguirá alcançar o objetivo.

SÃO PAULO. A série "3%" se aproxima do Brasil em muitos aspectos, mas quando o tema é preconceito, ela se afasta da realidade do país.

Criada e escrita por Pedro Aguilera, 3% traz Cesar Charlone como diretor geral (Cidade de Deus, Ensaio sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa). No elenco estão João Miguel (Ezequiel), Bianca Comparato (Michele), Rodolfo Valente (Rafael), Vaneza Oliveira (Joana), Michel Gomes (Fernando) e Viviane Porto (Aline). "Tem esse reflexo da própria sociedade", conta o ator de "Estômago" e "Xingu". "Ela não abre mão de coisas importantes, de humanidades importantes - mesmo vindas daquele mundo corrompido, sem condições de vida - para estar no Maralto", explica Mel. A série mostra um futuro que ao mesmo tempo é o nosso presente, como Black Mirror. Através dele podemos ter uma ideia melhor de como será a produção da Netflix. Já o processo de seleção dos candidatos foi gravado no estádio do Itaquerão. "Todos os personagens têm suas contradições". Bianca diz que a série disponibilizada na Netflix é diferente do piloto e que possui referência dos filmes Jogos Vorazes, Divergente e Filhos da Esperança. Discutimos sobre segregação (nada mais atual que isso) e meritocracia.

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